Bancários começam Campanha Nacional em todo o país

Publicado em 20/07/2020 14:39

Bancários de todo o país participam no início desta semana de assembleia virtual para votar a pauta de reivindicações que será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quinta-feira, 23. A assembleia começa às 18h desta segunda, 20 e vai até às 22h de terça, 21. A categoria, que tem data-base em setembro, quer 5% de aumento real (inflação + 5%) e a regulação do teletrabalho.

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, que representa a categoria em oito municípios do Norte e Noroeste Fluminense (Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Italva, Cardoso Moreira, São Fidélis, Itaocara e Aperíbé) realiza a assembleia no site da entidade (bancariosdecampos.org.br).

A Campanha Nacional dos Bancários começou na sexta-feira, 17, com a 22ª Conferência Nacional, realizada pela primeira vez por videoconferência. Foram dois dias de debates. A abertura contou as participações da presidente da Confederação Nacional dos Bancários (Contraf), Juvandia Moreira, da presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do governador do Maranhão, Flávio Dino, e do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Rafanele Alves Pereira, destacou os desafios da categoria neste período de pandemia.

— Nossa campanha será realizada basicamente pelas redes sociais, como tem sido nossa luta desde o início da pandemia. O momento é de dificuldades para todos, mas os banqueiros seguem lucrando e precisamos avançar na luta por direitos e na defesa dos bancos públicos. Precisamos reagir à cobrança de metas abusivas e defender o emprego — afirmou Rafanele.

As principais reivindicações da minuta do Comando Nacional dos Bancários são:

– Reajuste de inflação mais 5% de aumento real nos salários e todas as cláusulas econômicas;
– Regulação do trabalho home office, sem retirada de direitos;
– Atualização da cláusula sobre cobrança de metas, considerando a luta pela saúde e melhores condições de trabalho;
– Manutenção dos empregos e direitos;
– Reajuste do valor da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR);
– Defesa dos bancos públicos.