Sindicato ativo contra os abusos do Santander

Publicado em 26/07/2022 11:44

Dirigentes sindicais estiveram nesta terça-feira (26) em duas agências do banco Santander do Centro, no município de Campos dos Goytacazes, para dialogar com bancários e bancárias sobre os impactos das constantes ações do banco contra os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

A ação executada pelo Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região faz parte de uma grande mobilização nacional contra as recentes reestruturações em suas agências como extensão do horário de atendimento gerencial das 09h às 17h, a terceirização dos serviços, a extinção da função de Gerente de Atendimento, além das demissões continuadas que podem atingir um expressivo contingente de funcionários.

O presidente do sindicato, Rafanele Pereira, destacou que foi distribuído material informativo para alertar a categoria sobre os abusos do banco e dialogar sobre o processo negocial entre as partes para a construção de alternativas no momento de negociação com a Fenaban.

Condenações

O Sindicato ressaltou ainda que o banco espanhol foi alvo da justiça por conduta ilícita de elevada gravidade e condenado a pagar uma indenização de R$275 milhões por exigir dos bancários e bancárias metas abusivas e cobranças excessivas, por cometer assédio moral e por grave violação aos preceitos constitucionais que asseguram o trabalho decente, a saúde, a vida digna e a redução dos riscos inerentes ao trabalho.

Outra condenação, com multa no valor de R$100 mil, diz respeito ao desconto indevido que o Santander realizou na PLR de funcionários, destinando um percentual da participação nos lucros para doação sem a autorização de seus funcionários.

Desrespeito

Em outra atitude covarde, o banco espanhol decidiu afrontar a decisão da justiça, reintegrando funcionários e demitindo em seguida. Bancários e bancárias informaram que foram convocados para voltar ao trabalho, mas ao passarem pelo exame de retorno, mesmo sendo considerados aptos pelos médicos do banco, foram imediatamente demitidos.

Vale ressaltar que o Santander lucrou R$4 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2022, o que confirma que mesmo em um momento de crise nacional, os bancos seguem com lucros exorbitantes às custas de um trabalho massacrante desenvolvido por milhares de trabalhadores bancários e terceirizados.

Ao contrário do que prega o banco, terceirização não é modernidade e sim precarização, com redução de salários e direitos.

A categoria segue na luta contra o desrespeito com a classe trabalhadora!