Membros do Comando Nacional dos Bancários declaram apoio a Lula

Publicado em 26/09/2022 11:17

Membros do Comando Nacional das Bancárias e Bancários divulgaram na sexta-feira (23), manifesto com 13 motivos para não reeleger Bolsonaro. “O governo do atual presidente promove ataques continuados aos direitos dos trabalhadores, ao patrimônio público, às instituições e à soberania nacional, com claro viés antidemocrático”, pontuam na carta.

No documento, observam ainda que, em consonância com debates realizados com trabalhadores do setor, declaram “apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva”, por seu “compromisso com os mais pobres, a erradicação da fome, a defesa da democracia, a geração de emprego, a prioridade na atenção à saúde […], mais investimentos em educação”, e outros pontos sociais e econômicos.

A seguir, leia a íntegra do manifesto:

Manifesto dos Membros  do Comando Nacional dos Bancários e Bancárias

As militantes e os militantes membros do Comando Nacional dos Bancários e Bancárias, em consonância com debates realizados pelos trabalhadores do setor, vêm dialogar com a categoria sobre as eleições de 2022 e suas consequências para o Brasil.

Trata-se da eleição mais importante de nossas vidas, na qual os fundamentos de cidadania e de democracia estão no centro do debate. Esta eleição será definida entre Lula e Bolsonaro, que propõem projetos completamente distintos.

O governo do atual presidente promove ataques continuados aos direitos dos trabalhadores, ao patrimônio público, às instituições e à soberania nacional, com claro viés antidemocrático.

Por isso, apresentamos a seguir, motivos que justificam a mudança na condução do país, com 13 pontos que simbolizam as mazelas do governo Bolsonaro e, com isso, manifestamos nosso posicionamento em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República.

Também ressaltamos a importância da eleição de parlamentares para a Câmara dos Deputados, ao Senado e às Assembleias Legislativas comprometidas com a democracia e que defendam a pauta da classe trabalhadora.

13 motivos para não reeleger Bolsonaro:

1)A não correção da tabela do Imposto de Renda, que no Governo Bolsonaro, acumula defasagem de 24,49% corroendo substancialmente os ganhos e tirando 47 bilhões do bolso dos trabalhadores;

2)A privatização de 36% das estatais controladas pela União, algumas sem setores estratégicos como a Eletrobrás e as subsidiárias da Petrobras;

3)O descaso na gestão da pandemia, com uma política genocida que causou 685 mil mortes, 10,5% do total de vítimas da covid-19 em todo o mundo;

4)A cesta básica aumentou 71% e desde o início do governo Bolsonaro, seu valor passou de R$439,20 para R$749,78;

5)Em 2022, apenas 16,8% das negociações salariais no Brasil obtiveram reajuste acima da inflação;

6)O preço da gasolina encareceu 32%, o óleo diesel subiu 117% e o gás de cozinha ficou 60,7% mais caro;

7)O aumento do desemprego, que chega a quase 10 milhões de pessoas, do subemprego e da informalidade, além de diversas medidas provisórias para a retirada de direitos dos trabalhadores;

8)A inflação voltou a ultrapassar dois dígitos, ficando por vários meses acima de 10%;

9)O salário mínimo com menor valor real e o rendimento médio dos trabalhadores com queda de 14% desde o início do governo Bolsonaro;

10)O endividamento atinge 79% das famílias e 29,6 delas são inadimplentes;

11)São 33,1 milhões de pessoas no Brasil que não têm o que comer, e 58,7% da população que convivem com insegurança alimentar – leve, moderada ou grave (fome);

12)O número de famílias em situação de extrema pobreza, com renda per capita mensal de R$105, chegou a 17,5 milhões em 2022, um salto de 11,8%;

13)Aumento de 20% no desmatamento da Amazônia no último ano: mais de 13 mil Km², o maior já registrado desde 2006; o Pantanal foi o bioma que mais sofreu com as queimadas, com registro de 22.119 focos, crescimento de 120% em 2022.

A candidatura de Lula à Presidência da República representa o compromisso com os mais pobres, a erradicação da fome, a defesa da democracia, a geração de emprego, a prioridade na atenção à saúde, a correção da tabela do Imposto de Renda, igualdade e desenvolvimento regional, a preservação ambiental, a soberania nacional, a defesa das empresas públicas e estatais, o combate à violência contra as mulheres, o respeito à diversidade, mais investimentos em educação, cultura, ciência e tecnologia, entre tantos outros temas.

Por isso, conclamamos que todas e todos se envolvam nesta reta final da campanha, dialogando com colegas de trabalho, familiares e todas e todos que estão dispostos a fazer do Brasil um país justo e democrático.

Membros do Comando Nacional dos Bancários.