Federa-RJ e Sindicatos filiados se reúnem com Bradesco

Publicado em 10/10/2022 10:53

A direção da Federa-RJ e de sindicatos filiados (Rio de Janeiro, Sul Fluminense, Petrópolis, Teresópolis, Campos dos Goytacazes e Niterói) participaram de reunião com representante do setor de relações sindicais do Bradesco na sexta-feira (7). Representando o Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região estiveram presentes o presidente do sindicato, Rafanele Alves Pereira; a vice-presidente, Nilce Jóia França e os diretores Ricardo Azeredo e Vitor Rafael Botelho Gomes.

Um dos temas abordados durante o encontro foi a migração do “Exclusive”. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, ressaltou que o encaminhamento de clientes para os meios digitais é preocupante, já que dificulta o cumprimento das metas. Diante desse quadro, propôs a redução de metas e realocações de funcionários, com objetivo de evitar demissões.

“O problema é que o banco está migrando clientes com grandes potenciais de negócios dos gerentes das agências para o meio digital, prejudicando as carteiras desses gerentes”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, Rafanele Alves Pereira.

Na pauta também foram abordados a alteração de nomenclatura de cargos (Escriturário para Agente de Negócios e de Caixa para Agente de Negócios/Caixa), o temor de que o banco passe a exigir o CPA10 e CPA20, a cobrança de metas e o fechamento de caixas eletrônicos, o que tem causado transtorno e até agressões aos bancários por parte de clientes indignados.

No município de Campos dos Goytacazes, inclusive, já houve relatos de violência sofrida por bancários e bancárias no dia a dia das agências do Bradesco. Em agosto deste ano, o funcionário da agência do Jardim Carioca, Leandro Leite Silva Gomes, relatou que não apenas funcionários, mas também clientes sofrem com a insegurança. “As máquinas são abastecidas por uma empresa terceirizada e quando falta dinheiro, somos ameaçados. Já tivemos que chamar o reforço da Polícia Militar”, afirmou.

Rafanele ressaltou que nas agências do interior do estado o comportamento dos clientes é diferente. “A migração para os meios digitais ainda é lenta. Em Campos temos uma demanda muito grande de aposentados que preferem sacar o dinheiro no caixa”.

A representante do Bradesco, Eduara Carvalho, se comprometeu a analisar a reivindicação a respeito do Exclusive. Ela garantiu que não há implicações na mudança de nomenclatura dos cargos, afirmando que o banco apenas incentiva que seus funcionários busquem a certificação em CPA10 e CPA20. Quanto às metas, a representante do banco afirmou que o tema será tratado diretamente com a Comissão dos Empregados do Bradesco (COE) no primeiro semestre de 2023. Já em relação ao fechamento de caixas, a alegação de que é resultado da falta de demanda, com uma maior busca dos canais eletrônicos pelos clientes, não foi aceita pelos representantes sindicais.

A vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, Nilce Jóia França questionou o alto índice de adoecimento da categoria, pedindo que o tema da saúde mental também seja pautado nas reuniões com a Comissão de Empregados do Bradesco.

Questionado sobre o saldo da reunião, Rafanele avaliou: “Toda reunião é positiva. Nossas reivindicações serão tratadas pelo banco Bradesco com a Comissão dos Empregados em 2023, uma maneira de se debater os temas a nível nacional”.

“A união dos sindicatos filiados para a apresentação dos questionamentos conjuntos sobre a atuação do Bradesco é muito positiva. O banco precisa entender que estamos unidos na defesa de direitos da categoria e que vamos cobrar soluções para os problemas enfrentados. Essa reunião foi apenas a primeira”, avalia Adriana Nalesso.