Publicado em 13/10/2022 08:31

Funcionários e funcionárias reprovaram a terceirização em curso no banco Santander. A Assembleia Extraordinária Nacional dos trabalhadores do banco mostrou que 98,31% são contrários ao processo, em consulta realizada na terça-feira (11) em todo o país, organizada por entidades sindicais e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Já na base territorial do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região o percentual foi maior, e todos os votantes, ou seja, 100% dos bancários que participaram da assembleia, optaram por rejeitar o processo de terceirizações.
“Esta participação dos trabalhadores deixa claro que eles não querem deixa de ser bancários, porque reconhecem as conquistas da categoria”, explica a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Ela lembra que, nos últimos dois anos, cerca de 9 mil trabalhadores deixaram de ser bancários dentro do Grupo Santander do Brasil.
Com essa manobra do banco privado, os funcionários que são realocados nas empresas terceirizadas deixam de ter os benefícios conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, como jornada de seis horas, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) como definida na CCT, além de uma redução no auxílio-creche/babá.
“O banco realizou transferências forçadas de trabalhadores para novos CNPJ e para outra categoria, o que abre portas para retirar direitos e impor perdas”, pontua Lucimara. O Santander criou seis empresas que atingem as áreas de tecnologia e investimentos, câmbio e de manufatura.
Sobre a Assembleia
Na assembleia, os bancários também foram perguntados se preferem que sua representação sindical continue sendo por meio de sindicatos dos bancários e 97,58% reafirmaram que sim.
Além da consulta realizada na terça-feira (11), os bancários e bancárias realizaram protestos em diversas agências e unidades administrativas do Santander na sexta-feira (7), contra a terceirização.