Publicado em 17/11/2022 10:32

A Secretaria Municipal de Saúde do município de Campos dos Goytacazes registrou, na quarta (16), um aumento na procura pelos testes para detecção de Covid-19 e diante do aumento decidiu ampliar os dias de realização do teste no Centro de Referência da Dengue e Pós-Covid, que funciona anexo ao Hospital Plantadores de Cana (HPC). A partir de agora, o atendimento no local ocorrerá às terças, quartas e quintas-feiras, das 8h às 15h, e às sextas-feiras, das 8h às 12h.
Segundo o subsecretário da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), o médico infectologista Rodrigo Carneiro, o município voltou a registrar também um aumento na taxa de positividade para a doença. Dos 594 testes realizados durante o mês de outubro, 24 deram positivo para o coronavírus. Já dos 615 exames feitos entre 1º e 11 de novembro, 82 foram positivos.
Vacinação
A vacinação infantil contra a Covid-19 acontece nesta quinta (17) exclusivamente para a aplicação da 2ª dose de vacina Coronavac em crianças de 4 anos, além das 1ª e 2ª doses de Pfizer e Coronavac para crianças de 5 a 11 anos. A aplicação da 1ª dose para crianças de 3 e 4 anos está suspensa por falta de imunizante.
Já a vacinação para adolescentes e adultos ocorre normalmente nesta quinta (17). Dessa forma, pessoas com 12 anos ou mais que ainda não se vacinaram podem receber a 1ª dose. O primeiro reforço, que equivale à 3ª dose, será aplicado nas pessoas com 12 anos ou mais, incluindo gestantes e puérperas (45 dias após o parto) que tenham recebido a 2ª dose há quatro meses ou mais.
O 2º reforço, equivalente à 4ª dose, é para todas as pessoas com 18 anos ou mais, incluindo os profissionais de saúde. O intervalo mínimo é de quatro meses.
Apesar do aumento de casos de covid-19, não há informações sobre a aplicação da 5ª dose das vacinas no município de Campos. Entre a primeira e segunda semanas de novembro, o estado do Rio de Janeiro apresentou aumento expressivo nos casos confirmados, passando de 4.368 na semana de 30 de outubro a 5 de novembro para 18.799 na semana entre 6 e 12 de novembro, o que representa um aumento de 430%.
Mesmo com a recomendação do ministro da saúde, Marcelo Queiroga, para que a população busque se vacinar, há municípios em que não há doses para toda a população. A vacinação dos bebês de 6 meses a 2 anos e de crianças de 3 e 4 anos, por exemplo, segue sendo prejudicada por uma ausência de planejamento para compras de vacinas pelo Ministério da Saúde.
Com a chegada da subvariante da Ômicron, a BQ.1, especialistas acreditam que o Brasil enfrentará esta nova onda de casos, assim como tem ocorrido na Europa, Estados Unidos e China. Os cientistas ainda não sabem se essa versão do vírus é mais grave ou transmissível, mas estudos preliminares apontam maior risco de escape à proteção dada pelas vacinas. Por esse motivo é essencial que governo federal e ministério da saúde atuem efetivamente na compra de vacinas para toda a população brasileira que está apta a se vacinar.