Publicado em 22/12/2022 11:20

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região realizou nesta quinta-feira (22) uma ação nas agências dos bancos Bradesco e Itaú da região central da cidade de Campos com o intuito de chamar a atenção para a onda de demissões que os bancos vêm promovendo contra seus funcionários. Ambas as agências amanheceram com cartazes que chamam a atenção para o descaso dos bancos com a categoria bancária.
O Dia de Luta foi pensado junto a Federa-RJ, já que esta onda de demissões ocorre ainda em outras cidades do estado do Rio de Janeiro. O objetivo da ação foi dialogar com bancários e bancárias sobre as demissões, denunciar a crueldade dos bancos com a categoria bancária às vésperas do Natal e ainda informar aos clientes que quanto menos funcionários nas agências bancárias, menor será a capacidade de atendimento e maior será a fila de espera.
De janeiro até agora foram demitidos 498 bancários e bancárias do Bradesco nas áreas de atuação da Federa-RJ que envolvem os Sindicatos dos Bancários de Campos dos Goytacazes, Niterói, Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Sul Fluminense. Nestas seis regiões, a média foi de 1,36 trabalhador demitido por dia, ou 41,5 demissões por mês.
Vale ressaltar que o Bradesco lucrou entre janeiro e setembro de 2022 mais de R$19 bilhões, valor que é fruto do trabalho árduo dos funcionários e, ao invés de investir na categoria, o banco escolheu demitir.
Já no Itaú/Unibanco, em um pequeno intervalo de tempo entre os meses de novembro e dezembro de 2022 promoveu 12 demissões apenas na base do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região. O lucro do banco que nos primeiros nove meses do ano superou R$23,1 bilhões, não foi o suficiente para conter não apenas as demissões, mas ainda o fechamento de 247 agências físicas espalhadas pelo Brasil.
A vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, Nilce Joia, aproveitou o momento de diálogo com os bancários e bancárias para reforçar que o sindicato está atento às mudanças e disposto a lutar pela garantia de direitos da categoria.
Apesar dos números positivos nos resultados, os bancos Bradesco e Itaú seguem fechando agências e promovendo demissões com a desculpa de aceleração do processo digital. Porém, sabe-se que nas cidades do interior este processo é mais lento e a redução de agências e de funcionários além de prejudicar a categoria que trabalha sobrecarregada, dificulta a vida de clientes e usuários que passam mais tempo nas filas de espera e têm tido, inclusive, redução na disponibilidade de máquinas de autoatendimento.
A tecnologia é um avanço, mas em vez de enfraquecer os direitos fundamentais do trabalho, deveria, na verdade, caminhar junto da capacitação dos trabalhadores, melhorando a qualidade do trabalho e, consequentemente, o serviço prestado aos clientes.
A categoria bancária repudia esta medida cruel promovida por bancos tão lucrativos, que vendem responsabilidade social em suas publicidades, mas não tem um mínimo de respeito com seus funcionários. O Sindicato segue na luta!










