Nova presidenta da Caixa diz que reconstruir o banco público é primordial

Publicado em 10/01/2023 12:36

Logo após o anúncio da nova presidenta da Caixa Econômica Federal, feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no dia 2 de janeiro, Maria Rita Serrano concedeu uma entrevista à Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), onde garantiu que a gestão do medo e do assédio será modificada por uma gestão mais humanizada.

Segundo a bancária, diretora da Fenae e de Administração do banco, a sua indicação representa um passo extremamente importante em relação à reconstrução do papel social do banco público. “A Caixa viveu uma crise reputacional, que com certeza nós vamos modificar isso, ao reconstruir o banco, [resgatar] o seu papel primordial de atender os interesses do país, atender os interesses da população e acabar de vez com a gestão pelo medo, valorizando os profissionais do banco, valorizando a carreira e voltando com a área de pessoas […] para que de fato nós tenhamos uma valorização de todo esse processo de trabalho”, disse Rita.

Sobre a gestão de Pedro Guimarães durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, Rita afirma que a crise reputacional é fruto dos casos de disseminação de assédio moral e também pela gestão do medo implementada pelo governo Bolsonaro em todo o serviço público.

“Além disso, a Caixa se dispôs ano passado a fazer um programa com toda a característica de programa eleitoral, que foi oferecer para a população um consignado do Auxílio Brasil. O que é um absurdo, porque você está endividando as famílias mais carentes, com uma taxa de juros alta, de um programa lançado pelo governo federal nas vésperas da eleição”, completa.

Com relação ao relacionamento com as entidades representativas, Rita assume que não é uma tarefa fácil, mas que o processo será de diálogo e respeito com os trabalhadores.

“Obviamente, nós sabemos que infelizmente não conseguimos fazer tudo o que desejamos. A Caixa é um banco que tem que ter como foco a sua sustentabilidade e a sua integridade e isso, às vezes, limita as ações que a gente tenha com relação à pauta, etc. Mas, eu quero garantir que é fundamental a transparência, o diálogo, o processo de negociação e de discussão da pauta dos trabalhadores.

Você pode conferir a entrevista completa aqui.

Fonte: Fenae