8 de março – Dia Internacional da Mulher

Publicado em 08/03/2023 10:44

O dia 8 de março foi escolhido para celebrar o Dia Internacional da Mulher. A data existe como resultado de luta das mulheres trabalhadoras por meio de manifestações, greves, etc.

O dia teve origem no movimento operário, que plantou suas sementes lá em 1908, quando mulheres marcharam pela cidade de Nova York exigindo a redução das jornadas de trabalho, salário melhores e direito ao voto.

A proposta de tornar a data internacional veio de Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres, que deu a ideia em uma Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagen, em 1910, mas só foi oficializada em 1975, quando a ONU começou a comemorar a data.

Ao contrário do que muitos pensam, a data de 8 de março não foi escolhida devido a um incêndio ocorrido em uma fábrica têxtil. Vários protestos e greves já ocorriam pela Europa e Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX e o movimento feminista capitalizou essas manifestações. Foi o que aconteceu em 8 de março de 1917, na Rússia.

O ano de 1917, na Rússia, foi marcado pelo movimento que derrubou a monarquia czarista e nesse clima de agitação, as mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem entraram em greve, no dia 8 de março. A data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias.

O Brasil ocupa o 94º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial que mede a desigualdade de gênero em 146 países. O resultado de 2022 mostra uma piora em relação a 2020, quando ocupava a 92ª posição. Segundo especialistas, a piora mostra o efeito de um retrocesso em políticas públicas e a maior taxa de desemprego entre mulheres na pandemia.

Segundo o Global Gender Report de 2021, apenas 58,6% da população feminina global está no mercado de trabalho, em comparação com 78,9% dos homens. Essa lacuna de gênero na participação no mercado de trabalho pode ter consequências econômicas e sociais significativas.

Os dados de feminicídio são assustadores. O levantamento do Monitor da Violência aponta que em 2022, uma mulher foi morta a cada 6 horas apenas pelo fato de ser mulher.

A data é um momento para repensar a construção de uma sociedade sem desigualdade de gênero, para lembrar que nada se conquista sem coragem, vigília e muita luta. E também, para mostrar que as mulheres ainda não conquistaram o básico: o direito à vida.