Sindicato participa do Dia de Luta pela queda dos juros

Publicado em 21/03/2023 13:40

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região aderiu ao Dia de Luta e realizou nesta terça-feira (21), no centro da cidade, um ato pela redução da taxa de juros.

A manifestação, que é organizada pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos populares, acontece em várias cidades do Brasil para reivindicar a queda da taxa básica de juros (Selic) praticada pelo Banco Central (BC), que atualmente está em 13,75% ao ano. A manifestação também pede a democratização do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF).

Os sindicalistas e os representantes dos movimentos populares entendem que a alta da taxa de juros paralisa a economia e impede o país de crescer e gerar emprego decente, de distribuir renda e facilitar o acesso ao crédito. Entendem ainda que o CARF precisa ter participação popular para reduzir sonegação de empresas e aplicar recursos em investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e programas sociais.

Durante o ato, bancárias e bancários distribuíram um material informativo para esclarecer à população os impactos dos juros na vida dos brasileiros. Os juros altos, por exemplo, favorecem quem já tem dinheiro investido, dificulta o acesso ao crédito, consequentemente reduz o consumo, trava a economia, deixa o governo sem recursos para políticas sociais e ainda aumenta a dívida dos que já estão endividados.

O presidente do sindicato, Rafanele Alves Pereira disse que é papel do sindicato dialogar com a população. “Uma taxa de juros a 13,75% não vai deixar o país crescer, não vai gerar empregos. País nenhum no mundo pratica essa taxa tão alta, só o Brasil.”

Só em 2021, o Brasil pagou R$ 586,4 bilhões de juros, o que corresponde a aproximadamente 6% do PIB. Significa que 6% de toda a riqueza gerada no país foram destinados aos endinheirados portadores de títulos públicos federais. O governo, em vez de investir em educação e saúde, gasta com juros.

Países que estão garantindo crescimento como Estados Unidos, Suíça e Japão têm taxas de juros reais negativas. Já o Brasil têm a taxa de juros mais alta do mundo. Não há nenhuma justificativa para isso, uma vez que o país não está sob ameaça de crescimento de inflação.

De acordo com a pesquisa Genial/Quest, realizada em fevereiro, 76% da população concordam com as críticas do presidente Lula ao Banco Central.

Ao povo, interessa um país que cresça, que gere emprego e renda, que coloque em prática políticas sociais para enfrentar a miséria e a fome.