Publicado em 22/03/2023 10:55

As bancárias e os bancários aderiram massivamente às manifestações de ruas em todo o Brasil, convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para exigir a redução da taxa básica de juros (Selic). Definido pelo Banco Central (BC), o índice está em 13,75% ao ano – o mais alto do mundo.
A data foi escolhida pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos populares por coincidir com o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), para decidir sobre a taxa básica de juros, Selic. Este é o segundo encontro do comitê após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reunião vai até esta quarta-feira (22), quando é anunciada, após o fechamento do mercado, a decisão do grupo.
Nas grandes cidades os atos foram realizados em frente às unidades do Banco Central. Em Campos, bancárias e bancários foram para as ruas do Centro e distribuíram material informativo à população. Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, Rafanele Alves Pereira, é papel do sindicato dialogar com a população. “Uma taxa de juros a 13,75% não vai deixar o país crescer, não vai gerar empregos. País nenhum no mundo pratica essa taxa tão alta, só o Brasil”.
Os atos também reivindicaram a democratização do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão que julga processos administrativos de grandes devedores e, em geral, beneficia as empresas sonegadoras porque a maioria dos conselheiros é empresário.
De acordo com o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, os juros altos favorecem apenas os mais ricos, que têm algum dinheiro aplicado no sistema financeiro. “Todo mundo tem um amigo, um parente desempregado, e essa penúria que o trabalhador vem passando tem tudo a ver com os juros altos que impedem as empresas de investir e o próprio governo de promover programas sociais e fazer obras como abrir novas estradas, consertar as que precisam de reparos, entre outras que gerem milhares de empregos”.