Bancos vão retomar consignado do INSS

Publicado em 29/03/2023 11:21

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) fixou nesta terça-feira (28) o teto de juros dos empréstimos consignados a beneficiários do INSS para 1,97% ao mês ante o limite de 1,70% depois que bancos públicos e privados suspenderam essas operações.

A solução do governo deu certo e alguns bancos como Banco do Brasil, Bradesco, Pan e Caixa Econômica Federal, já anunciaram a retomada da operação de empréstimo consignado a beneficiários do INSS, depois que o CNPS alterou o teto de juros da modalidade.

O Banco do Brasil disse que o retorno da operação ocorrerá “imediatamente” e o Bradesco afirmou que retomará a linha nesta quarta-feira (29), enquanto o Pan prevê ofertar novamente a modalidade a partir de quinta-feira (30). Já a Caixa disse que retomará a modalidade imediatamente após a publicação de instrução normativa no Diário Oficial da União.

Diversas instituições financeiras haviam anunciado a suspensão de operações de consignado do INSS após a redução no limite dos juros pelo CNPS de 2,14% para 1,70% ao mês.

Para chegar aos novos patamares, o governo fez rodadas de negociações entre representantes de Previdência, Fazenda, Casa Civil e instituições financeiras. Na terça-feira (28), as tratativas foram levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes da decisão final tomada na reunião extraordinária do Conselho.

“Nós recuamos no que a gente tinha proposto inicialmente. Continuo achando a taxa alta, mas temos que fazer o que é possível, nem sempre é o que a gente quer, então foi feito o que é possível”, disse a jornalistas o ministro da Previdência Social e presidente do CNPS, Carlos Lupi, ao anunciar a decisão do Conselho.

Lupi afirmou que agora espera que “todo esse sistema financeiro” volte a atuar na oferta de crédito consignado a beneficiários do INSS, e acrescentou que o governo vai aprofundar a discussão sobre o papel dessa linha de crédito mediante o “grande endividamento por que passam grandes quantidades de aposentados e pensionistas e os assédios indevidos”.