Publicado em 31/03/2023 12:26

O Grupo de Trabalho formado por representantes dos empregados e da Caixa Econômica Federal para solucionar questões específicas dos trabalhadores que exercem as funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor retomou os debates nesta quinta-feira (30).
“Foi uma retomada dos debates. Reapresentamos questões que já haviam sido apresentadas para o banco e trouxemos coisas novas, como os problemas que estão ocorrendo nos novos equipamentos e mobiliários, como nas leitoras de código de barra e nas gavetas de numerários da caixa”, explicou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. “Esperamos que, com esta nova gestão, a gente consiga avançar na solução dos problemas que afetam o cotidiano de trabalho e também as perspectivas de crescimento desses colegas na empresa”, completou.
Reivindicações
Os trabalhadores elencaram uma pauta extensa de reivindicações de cada uma das funções e outras que afetam as três de forma geral, como o fim da designação de função “por minuto” e a retomada da designação efetiva para o exercício das funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor, assim como o fim do desvio de funções, com trabalhadores desempenhando atividades de outras funções, principalmente de venda de produtos. Também se pediu o fim da inclusão dos trabalhadores que desempenhem as funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor no time de vendas das agências.
O banco ficou de analisar e trazer respostas para todas as demandas relacionadas à infraestrutura e equipamentos na próxima reunião do GT, agendada para o dia 12 de abril. Questões que envolvam jornada de trabalho, o desempenho de tarefas específicas, como exclusão das funções do time de vendas e a subordinação de cada cargo serão tratadas em outra ocasião.
Principais pontos
>Retorno das designações de funções efetivas para Tesoureiro Executivo, Caixa Executivo e Avaliador de Penhor Executivo;
>Fim das designações por minuto;
>Encarreiramento;
>Revisão de modelo do novo guichê com participação efetiva de quem faz uso do equipamento;
>Retorno do tempo de descanso para alongamento e prevenção de LER/Dort;
>Atualização e melhorias tecnológicas dos sistemas;
>Atualização e melhorias do maquinário/ferramentas de trabalho;
>Fim da demanda de venda de produtos ao empregado com função de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor;
>Padronização normativa das atribuições, visto que muitas atribuições foram incorporadas por áreas meio, que atualmente se dão por diretrizes da gestão da agência;
>Regulamentação e implementação do valor da quebra de caixa, com incorporação da quebra de caixa para as três funções;
>Jornada de 6 horas para os Tesoureiros Executivos e Avaliadores de Penhor, sem redução salarial;
>Acesso aos Normativos, assim como ao Caixa Mail e outros sítios da intranet direto da estação financeira ou pelo menos, a instalação de um computador para esse fim nas baterias de caixa;
>Manutenção de todas as atribuições de perfil quando um tesoureiro é atribuído substituto eventual de algum gerente, visto que o sistema atual retira todas as atribuições de tesoureiro e o detentor da função contínua com as atividades normais, porém sem diversos acessos;
>Revisão urgente da lotação existente de tesoureiros, de acordo com o porte da agência;
>Lotação de no mínimo dois caixas/avaliadores por unidade;
>Revisão da subordinação do cargo (tesoureiro/avaliador de penhor);
>Instalação de lavatório com água corrente em todas as células de penhor;
>Instalação de exaustores, que proporcionem troca de ar entre o ambiente interno e externo, em todas as células de penhor;
>O risco químico deve voltar a constar em toda a documentação da empresa: PGR, ASO e PPP, uma vez que os LTCATs vigentes foram realizados em desacordo com a legislação.
Fonte: Contraf-CUT