Publicado em 04/04/2023 11:42

O Brasil registrou, em 2022, 612.900 acidentes de trabalho e 2.538 mortes – alta de 22% em relação ao ano anterior – só entre trabalhadores e trabalhadoras com empregos formais, com carteira assinada e direitos, entre outros, a benefícios previdenciários.
De 2012 a 2022, foram registrados 6,7 milhões de acidentes e 25.500 mortes de trabalhadores. Do total, cerca de 15% foram causados por operação de máquinas e equipamentos.
No mês do Abril Verde – 28 de abril é o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho – esses dados, compilados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho – servem de subsídio para a reflexão e o debate sobre a gravidade da situação no mercado de trabalho brasileiro, ressalta o procurador-geral do Trabalho, José Lima Ramos Pereira.
“Essas informações atualizadas e com detalhamento geográfico são fundamentais para as reflexões públicas no contexto do Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, em 28 de abril, e para todo o mês do Abril Verde”, disse ele.
“O direito a um entorno de trabalho seguro e saudável enseja ambientes de trabalho nos quais se eliminam os riscos ou onde foram tomadas todas as medidas práticas e factíveis para reduzir os riscos a um nível aceitável”, complementa o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro. Segundo ele, a prevenção deve fazer parte da cultura das organizações.
De acordo com o estudo, cuja base das informações está nas comunicações de acidentes de trabalho (CAT) feitas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), só no ano passado, o órgão recebeu 2,3 milhões de pedidos de afastamento por causa de doenças e acidentes de trabalho. No total, foram mais de 148 mil concessões de benefícios previdenciários para acidentados e 6,5 mil de aposentadoria por invalidez.
São trabalhadores que sofreram amputações e lesões graves (com frequência 15 vezes maior que a das demais causas) e isso provocou três vezes mais acidentes fatais do que a média geral.
A cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar, no ano passado, com mais de 51 mil notificações de acidentes. O Rio vem logo em seguida, com mais de 18 mil, e Belo Horizonte, com 11 mil.
Fonte: CUT