Publicado em 28/04/2023 16:28

Debaixo de uma forte chuva, o Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região realizou na manhã desta sexta-feira (28) uma passeata pelas ruas do centro da cidade em comemoração ao 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras.
O ato, que coincide com os 80 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), teve como lema o tema escolhido pela CUT para este ano, “Emprego, Renda, Direitos e Democracia” e também defendeu as 15 pautas consideradas prioritárias pela central sindical, entre elas a valorização do salário mínimo, a contrarreforma trabalhista, mais empregos e a defesa das empresas públicas.
Estiveram presentes na manifestação, além da categoria bancária e representantes do Sindicato dos Bancários, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento de Campos e Região (Steacnon) e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campos.
O ponto final da passeata foi no Pelourinho, centro financeiro do município e um local histórico da luta dos movimentos sociais da cidade.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, Rafanele Alves Pereira, a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe um pouco de alívio e alguns motivos para a classe trabalhadora festejar, mas não se pode esquecer do que ainda é preciso conquistar. “O Brasil voltou a sorrir e com certeza hoje é um dia de comemoração em várias cidades do Brasil. Mas, mesmo com a vitória do presidente Lula, a classe trabalhadora vai continuar na rua e na luta pelo que precisa melhorar. Mesmo com um presidente do campo progressista, se a conquista de direitos não avançar, faremos greve”.
O bancário e secretário de Comunicação, Divulgação e Imprensa do sindicato, Nerlei Monteiro Junior (Banco do Brasil) lembrou que a data nasceu a partir da luta de trabalhadores que acabaram mortos durante uma manifestação pela garantia de direitos. “Estamos aqui na rua lembrando desses trabalhadores que perderam suas vidas lutando por direitos, para que hoje, o trabalhador seja reconhecido pelo patrão, pela sociedade e pelo governo, porque sem a classe trabalhadora a sociedade não evolui e não promove a igualdade social”.
Já o também bancário e dirigente sindical, Sérgio Maurício da Silva (Bradesco), lembrou o descaso dos bancos com funcionários e clientes. “Os bancos estão expulsando os clientes de dentro das agências, investindo em tecnologia, mas eliminando o atendimento presencial e sobrecarregando a categoria bancária. É uma vergonha ver idosos por horas nas filas não conseguindo retirar seus salários”.
Os atos pelo 1º de Maio acontecem nesta sexta (28) em várias cidades do Brasil e continuarão na próxima segunda (1). No Rio de Janeiro o ato ocorrerá em Madureira e em São Paulo, organizado pela CUT e por mais sete centrais sindicais, voltará a ser realizado no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo. As entidades confirmaram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa é que haja anúncios do governo em relação a temas considerados prioritários pelo movimento sindical.
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