Publicado em 12/05/2023 13:37

As trabalhadoras e os trabalhadores do Banco do Brasil foram pegos de surpresa nesta semana com a realocação de dois diretores no Banco do Brasil: Pedro Bramont e Antonio Carlos Wagner Chiarello. O primeiro, do círculo próximo à família Bolsonaro, deixou a Diretoria de Governança, Riscos e Controles da BB Seguridade, cargo para o qual foi nomeado em 2019, para assumir a Diretoria de Meios de Pagamento. O segundo, conduzido da Diretoria de Agronegócios para a Diretoria de Soluções em Empréstimos e Financiamentos, se destacou por ajudar na rápida ascensão de Antônio Mourão, filho do então vice-presidente da República, dentro do banco.
“Essas pessoas foram colocadas em cargos estratégicos do BB para atender anseios políticos do governo passado, que trabalhou para diminuir a participação do banco público no mercado de crédito, por exemplo, além de diminuir o número de agências e funcionários”, explica a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.
Os trabalhadores também questionaram a competência dos nomes nos altos cargos do BB, em especial de Pedro Bramont, que assumiu a Diretoria de Governança, Riscos e Controles da BB Seguridade, no início de 2019, três dias após a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República. Também em janeiro de 2019, Antônio Mourão foi indicado ao cargo de assessor especial da presidência do banco. Mourão segue no BB, agora na gerência executiva do setor de agronegócios da instituição.
“No BB, bolsonaristas estão sendo realocados, assediadores continuam em seus cargos e não foi esse o compromisso assumido pela nova gestão”, ressalta Fernanda. “O presidente Lula, reiteradas vezes recomendou o afastamento de pessoas, com postos em estatais que não estão em linha com a proposta de fortalecer as empresas públicas, para que essas mesmas empresas retomem o papel importante que têm para o crescimento do país. Ignorar essa orientação atrapalha, em muito, a implementação das novas diretrizes políticas do atual governo”, pontua.
Fonte: Contraf-CUT