Publicado em 16/05/2023 11:11

O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 8,5 bilhões no primeiro trimestre de 2023, o que corresponde a uma alta de 28,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na segunda-feira (15). Já na comparação com o quarto trimestre de 2022, o lucro do banco recuou 5,4%.
O resultado veio alinhado com as expectativas do mercado. Analistas projetavam um lucro de R$ 8,46 bilhões.
Crédito
O balanço mostra que a carteira de crédito ampliada, que inclui TVM (títulos e valores mobiliários) privados e garantias, registrou saldo de R$ 1,03 trilhão em março de 2023, crescimento trimestral de 2,7%. Na comparação em 12 meses, o crescimento foi de 16,8%.
Na carteira de agronegócios, o saldo é de R$ 322,5 milhões, crescimento anual de 26,7%, de acordo com o banco, que afirma ter a liderança do desembolso no plano safra 2022/2023, com um crescimento de 30% em relação à safra anterior, atingindo R$ 148,4 bilhões. Na atuação da agricultura familiar, o banco apresentou crescimento de 38% no desembolso de crédito, atingindo R$ 58,4 bilhões em saldo, informa.
Na categoria Pessoa Física, o crédito chegou a R$ 300,1 bilhões, 3,6% maior no trimestre e com crescimento de 11,7% em 12 meses, com destaque para o desempenho na carteira de crédito consignado – com alta de 30% no trimestre e de 9,6% em 12 meses – e do crédito não consignado 3,7% maior no trimestre e 9,3% em 12 meses.
O banco destaca ainda as concessões para empresas lideradas por mulheres, que cresceu 36%. Outro destaque foi na linha do Pronampe, com R$ 2,5 bilhões em concessões nos três primeiros meses do ano.
Inadimplência
A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) aumentou 112,3%, passando de R$ 2,76 bilhões no primeiro trimestre de 2022 para R$ 5,86 bilhões, mas caiu 10,4% em relação ao último trimestre de 2022.
Segundo o BB, a alta da PCLD em bases anuais reflete mudanças societárias no controle acionário de um cliente específico do segmento “Large Corporate” do setor agroindustrial que teve o processo de recuperação judicial homologado em 2019. O banco não informa qual é a empresa a que se refere.
Despesas
As despesas administrativas totalizaram R$ 8,7 bilhões, queda de 2,5% em relação ao trimestre anterior e alta de 6,1% na comparação anual, aumento impactado pelo reajuste salarial de 8% negociado com os bancários na última campanha salarial.