Contraf-CUT já havia denunciado uso eleitoral da Caixa por Bolsonaro e Pedro Guimarães

Publicado em 30/05/2023 14:45

O portal Uol publicou reportagem nesta segunda-feira (29) afirmando que “Bolsonaro provocou calote bilionário na Caixa na tentativa de reeleição”. O texto recorda que, com finalidades eleitorais, Jair Bolsonaro editou duas medidas provisórias para criar linhas de crédito na Caixa Econômica Federal para devedores com nome sujo e para beneficiários do Auxílio Brasil.

Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, Bolsonaro usou o banco politicamente e eleitoralmente de forma irresponsável. “O problema só não foi maior porque a Caixa é um banco sólido e conta com trabalhadores concursados e preparados. E, passada a eleição, o banco rapidamente parou de conceder esses créditos eleitoreiros”, disse. O Uol, em sua reportagem, confirma que a Caixa suspendeu os empréstimos para pessoas com nome sujo assim que Pedro Guimarães deixou a presidência da Caixa e que, logo após as eleições, também parou de conceder crédito para beneficiários do Auxílio Brasil.

No dia 19 de maio de 2022, a Contraf-CUT publicou o texto “Caixa continua sendo usada em campanha eleitoral antecipada”, que trazia denúncia de empregados da Caixa Econômica Federal contra o então presidente do banco. A partir daí foram várias as matérias publicadas denunciando a gestão de Pedro Guimarães e em seguida, a continuidade dada pela presidenta Daniella Marques, ao uso da Caixa como propaganda política.

Em novembro de 2022, por ocasião da divulgação do balanço do terceiro trimestre da Caixa, a Contraf-CUT publicou um texto utilizando dados do próprio banco, no qual denunciava que o crescimento considerável de oferta de crédito apontava para a instrumentalização do banco na tentativa frustrada de reeleger Bolsonaro.

O texto mostrava ainda que esta política levou à queda do índice de liquidez de curto prazo, o que levou o banco a praticamente deixar de ofertar crédito após as eleições.