Publicado em 13/06/2023 10:50

O Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT se reuniu, nesta segunda-feira (12), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para dar continuidade à instalação do Grupo de Trabalho (GT) bipartite para avaliar os dados estatísticos, bem como a possibilidade de acordo acerca de adoção de dispositivos de segurança bancária. A constituição do GT está garantida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, conquista da Campanha Nacional dos Bancários 2022.
A Fenaban repetiu a postura apresentada na Campanha Nacional e, com a afirmação de que houve redução no número de assaltos a agências e postos bancários de 2000 a 2021, propôs que a representação dos trabalhadores se juntem aos bancos e atuem contra as normas estaduais e municipais de segurança, que exigem aparatos de segurança além dos previstos na Lei 7.102/1983, que regulamenta a segurança bancária.
Levantamento do Dieese aponta que, ainda que em números relativos, as transações tenham perdido espaço, 48% delas são com movimentação financeira e que isso demonstra a importância de haver sistemas de segurança e vigilantes em qualquer tipo de agência bancária.
Os dirigentes sindicais também expuseram aos banqueiros as agressões que os trabalhadores vêm sofrendo nos últimos meses, uma vez que a insegurança não é causada somente pelos assaltos, mas também pelos inúmeros casos de ameaças e agressões físicas, demonstrando a necessidade dos vigilantes.