Bancários Rio realiza Seminário sobre Reforma Sindical

Publicado em 14/06/2023 13:26

O Sindicato dos Bancários Rio realizou nesta terça-feira (13) um Seminário para debater a Reforma Sindical e, de acordo com o debate, a experiência da categoria bancária pode inspirar a regularização do movimento sindical.

A criação do Comando Nacional dos Bancários, que representa toda a categoria em uma mesa de negociação unitária, é uma inovação do sindicalismo brasileiro que poderá ser aproveitada no projeto de reforma sindical a ser apresentado pelo conjunto das centrais sindicais ao Congresso Nacional. Foi o que sugeriu Clemente Ganz, assessor das centrais sindicais e ex-diretor do Dieese, durante o seminário.

A experiência do movimento sindical bancário foi apontada como uma referência para o fortalecimento da negociação coletiva. O projeto, que está sendo debatido pela classe trabalhadora, também prevê propostas como a construção de uma nova agenda de reivindicações que reflita o novo mundo do trabalho, maior autonomia sindical e autorregulação.

“Os governos Temer e Bolsonaro promoveram a desregulamentação do trabalho no Brasil. Agora, com o governo Lula, que é próximo aos trabalhadores, estamos debatendo o caminho da reconquista de direitos, a reorganização da classe trabalhadora e a reconstrução do movimento sindical no sentido de termos mais poder de negociação. Esse seminário é parte desse esforço”, declarou José Ferreira, anfitrião do evento e presidente do Bancários Rio.

Também palestrante do seminário, a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, elogiou a postura democrática do atual governo. “O presidente Lula chama o movimento sindical para discutir os problemas da classe trabalhadora e as soluções que defendemos em um processo que envolve trabalhadores, empregadores e governo. Temos grupos de trabalho que estão discutindo a reforma sindical e o objetivo é fortalecer a organização dos trabalhadores”, destacou.

O seminário também contou com a exposição de José Eymard, advogado trabalhista e professor no Centro Universitário IESB. Segundo ele, é preciso combater as práticas antissindicais, fomentar a agregação do sistema sindical e a representação dos sindicatos. Eymard explicou que a autorregulação não significa ausência de regras legais, mas a combinação delas com a autonomia sindical para criar os ambientes possíveis de negociação.

Representando o Sindicato dos Bancários de Campos, estiveram presentes o presidente da entidade, Rafanele Alves Pereira, a vice-presidente, Nilce Jóia e os diretores Carla Danielle Carvalho e Gustavo Rosa Braga.