Publicado em 19/06/2023 17:52

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região protestou, nesta segunda-feira (19), na região central da cidade, contra os juros altos no Brasil. O ato faz parte da “Jornada de mobilização contra a política monetária do Banco Central”, uma campanha da Contraf-CUT junto com as demais centrais sindicais e movimentos populares.
O presidente do Sindicato, Rafanele Alves Pereira, lembrou que a taxa da Selic de 13,75% praticada pelo Banco Central, coloca o Brasil em primeiro lugar com a taxa de juros mais alta do mundo. “Juros altos significa mais dívida no bolso do trabalhador. Com essa taxa o país não consegue crescer. Você hoje compra uma televisão e paga o preço de quatro. O aposentado que pega um empréstimo, fica sem salário”, completou.
O diretor e secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Hugo Diniz, lembrou que a taxa de juros neste patamar impede o avanço da economia de todo o país e ainda prejudica diversos setores. “A insatisfação não é apenas dos trabalhadores, mas também dos industriais, dos comerciantes. A redução da taxa de juros faz com que os investimentos da indústria e do comércio aumentem, faz com que as pessoas tenham melhores condições de consumir e financiar automóveis, bens de eletrodomésticos e a casa própria. A queda dos juros faz com que a economia volte a se movimentar e a 13,75% não tem como nenhuma economia avançar”, enfatizou.
O Comitê de Política Monetário do Banco Central (Copom) se reúne por dois dias a cada 45 dias para discutir a definição da Selic. Durante a gestão Campos Neto, que assumiu a presidência da entidade em fevereiro de 2019, a taxa básica de juros passou de 2% (em janeiro de 2021) para 13,75% ao ano (em setembro de 2022), percentual mantido até o momento. As próximas reuniões ocorrerão nos dias 20 e 21 de junho.



