Publicado em 20/06/2023 14:24

Em reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre condições de trabalho na Caixa, realizada na sexta-feira (16), a representação dos empregados destacou a importância das mesas de negociações permanentes com o banco e especificamente do GT para avançar na construção de um ambiente salubre de trabalho. “Mas, é preciso que o banco apresente um calendário de negociações mais amplas, para além das que ocorrem nos GTs mês a mês. Precisamos que haja avanços nas reivindicações que foram passadas para o banco desde o último Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa) e já reapresentada a esta gestão”, disse a coordenadora da CEE da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
Apesar de não ser uma mesa de negociação com a CEE, Fabiana aproveitou o espaço e ressaltou a indignação das entidades sindicais e dos empregados com relação à alteração do normativo RH 184, que trata sobre o exercício de função gratificada/cargo em comissão. “Nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é bem claro com relação as medidas do banco que afetem as empregadas e empregados: antes de serem efetivadas, elas precisam passar pela mesa de negociações”, observou. “O banco não colocou o tema em discussão. Fez as mudanças e, depois que viu a reação dos trabalhadores, soltou um comunicado dizendo que a intenção da Caixa é não descomissionar quem estiver em tratamento de saúde, mesmo após os 180 dias. Isso não está claro na nova redação do normativo. E essa falta de clareza, somada à falta de comunicação prévia às representações sindicais, gerou instabilidade desnecessária entre os trabalhadores. Tudo isso poderia ter sido evitado”, completou.
O banco aceitou rever a redação para dar mais clareza às mudanças realizadas no normativo.
Durante a reunião, o banco apresentou projetos de ações em relação à diversidade e afirmou que os PCDs têm prioridade para as vagas de trabalho em home office; apresentou ainda uma “Carta Compromisso”, assinada por toda a alta direção do banco, pela “Prevenção e combate ao assédio moral, sexual e à discriminação”, mas não apresentou respostas para pendências anteriores, como a quantidade de unidades da Caixa com PCDs lotadas e quais as funções são ocupadas por este grupamento.
Foi cobrada prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filho ou criança sob guarda judicial de até seis anos, para o teletrabalho, conforme preconiza o art. 75, F da CLT. Ainda com relação às PCDs, os trabalhadores cobram que a Caixa cumpra a lei e garanta jornada reduzida para mãe e pais que têm filhos PCDs.
Outra pendência que ficou sem resposta é com relação à quantidade e localidade de empregados afastados para tratamento de saúde e os respectivos códigos de Classificação Internacional de Doença (CID).
A coordenadora da CEE lembrou ainda que o movimento sindical é contrário ao Programa de Qualidade de Vends (PQV), que continua penalizando os empregados, que são assediados e pressionados a cumprir metas abusivas.
A representação dos trabalhadores também reforçou o pedido de exclusão do programa “Fique Bem” do Conquiste. Para a coordenadora da CEE, “do jeito que foi colocado, além do programa ter o seu objetivo desvirtuado, é mais uma meta a ser batida”.
Também foi solicitado o retorno dos fóruns regionais de condições de trabalho, para que a representação sindical e o banco, pontualmente, debatam e encontrem soluções sobre estrutura física, tecnológica, de pessoas, jornada, entre outros pontos que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades do banco.
Fonte: Contraf-CUT