Dia Nacional de Luta – Campanha Banco para Todos

Publicado em 28/06/2023 17:45

A Contraf-CUT lança nesta quarta-feira (28) a campanha #BancoParaTodos, com o objetivo de denunciar os problemas causados pelo fechamento de agências bancárias em diversas localidades do país e por este motivo, a categoria realiza ainda o Dia Nacional de Luta, em defesa do emprego e dos direitos dos bancários.

Com a desculpa de que a maioria dos serviços bancários passou a ser realizado por plataformas digitais, os bancos estão fechando agências em todo o país. Somente em 2022 foram 428 unidades fechadas no Brasil.

Atualmente, o Brasil conta com apenas 7.216 agências em todo o país. É o menor número de unidades bancárias desde 2007. Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 42% dos municípios brasileiros não possuem nenhuma agência. Em 7% dessas cidades não há qualquer tipo de atendimento bancário.

O presidente do Sindicato, Rafanele Alves Pereira, reforçou a importância dos clientes exigirem o atendimento presencial. “O Bradesco tem proibido os clientes de entrarem nos bancos. Está na lei e todos têm direito ao atendimento presencial. Estamos na luta pelo emprego bancário. O Bradesco este ano fechou várias agências aqui na cidade de Campos, assim como o Santander. Chegaremos nas datas de pagamento e sabemos que será caótico.”

A diretora e secretária de Finanças Adjunta, Danielle Carvalho, lembrou que o desemprego bancário afeta além da categoria. “O desemprego bancário prejudica o poder de compra, deixa pais e mães de família sem salário, sem plano de saúde, prejudica o comércio”, completou.

O diretor e secretário Geral, Ricardo Azeredo, disse ser inadmissível os bancos continuarem fechando e demitindo diante dos altos lucros. “Queremos empregos e direitos. É inadmissível um banco com o lucro do Bradesco, de mais de R$ 20 bilhões em 2022, fechar agências. Eles alegam o avanço da tecnologia, mas sabemos que uma grande parcela da população ainda necessita do atendimento presencial. Fechar agências prejudica não só bancários, mas toda a população”, disse.

O diretor Sérgio Maurício da Silva lembrou o problema de falta de dinheiro nos caixas eletrônicos. “Os bancos não têm respeitado os clientes. São máquinas sem dinheiro e agências sem caixas. É inaceitável”.

A necessidade de redução da taxa de juros tem sido uma pauta permanente do movimento sindical e já se mostrou uma necessidade para o crescimento do país. Sobre o assunto, a diretora da Federa-RJ, Érica Marcelino, criticou a resistência do Banco Central. “Com essa taxa atual e essa resistência do Banco Central, e emprego não avança. A redução (da taxa de juros) vai gerar novos empregos e alavancar a economia.

A população tem encontrado dificuldades para encontrar agências e além dos deslocamentos, ainda precisa enfrentar as longas filas ocasionadas pela redução do número de funcionários. É ruim para os clientes e ruim para os bancários que ficam sobrecarregados. A luta é permanente!