Publicado em 19/07/2023 12:13

Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniram com representantes do Ministério da Mulher, na manhã da segunda-feira (17), em Brasília, para discutir pautas de equidade de gênero, igualdade de oportunidade e combate à violência contra a mulher.
“Nós temos histórico de luta nas pautas relativas à diversidade e igualdade de gênero. Ao longo de décadas, conquistamos direitos para a categoria, como a licença-maternidade de 20 dias, a inclusão dos temas de igualdade de oportunidades, combate ao assédio moral e assédio sexual nas mesas de negociação com os bancos, além da criação de programas de prevenção à prática de violência doméstica e familiar dentro das empresas”, explicou a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Nacional, Juvandia Moreira.
Ela ressaltou ainda a importância do Censo da Diversidade, realizado periodicamente, desde 2008, pela categoria, que comprova a realidade de discriminação salarial por raça e gênero, enfrentada pelas mulheres no setor financeiro. “Outro estudo que encomendamos ao Dieese, divulgado neste ano, mostra que no mercado de trabalho as mulheres ganham, em média, 21% a menos que os homens. Na categoria bancária, a desigualdade é um pouco mais profundada: a remuneração das mulheres é 22,2% menor que a média dos colegas homens. Além disso, verificamos que a remuneração da mulher negra bancária é, em média, 40,6% inferior à remuneração do homem bancário branco”, destacou Juvandia.
“Ressaltamos também neste encontro a participação do movimento sindical bancário na mobilização pela implementação da lei de igualdade salarial, de iniciativa do governo federal e recentemente sancionada pelo presidente Lula, após aprovação no Congresso”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes. “Historicamente, os sindicatos sempre tiveram um importante papel fiscalizador em relação ao cumprimento das leis trabalhistas, e não será diferente em relação ao projeto de lei (PL) 1085/23, que garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função”, pontuou.
No encontro, as bancárias apresentaram ao Ministério da Mulher os resultados do projeto “Basta” Não irão nos calar”, de assessoria jurídica para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, que nasceu em 2019, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e que hoje é realizado por 12 sindicatos, espalhados nas cinco macrorregiões do país.
“Até março de 2023, os canais do Basta! haviam atendido 360 pessoas, sendo 358 mulheres e dois homens parentes de mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Do total de atendimentos, foram geradas 256 ações judiciais, sendo 164 pedidos de medida protetiva de urgência obtidos com a assessoria jurídica dos sindicatos às vítimas”, destacou Fernanda Lopes.
Fonte: Contraf-CUT