Saúde Caixa: empregados defendem que discussão vá além do custeio

Publicado em 01/08/2023 11:01

Na reunião do Grupo de Trabalho do Saúde Caixa, realizada nesta segunda-feira (31), representantes das entidades sindicais e associativas dos trabalhadores ressaltaram que as discussões sobre o plano de saúde das empregadas e empregados do banco precisam ir além do custeio.

“A reunião nos trouxe números que antes não estavam tão claros para nós. Mas temos problemas gritantes no atendimento e no contato com os usuários e credenciados. Ou seja, nosso debate não pode se limitar ao custeio”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e da representação dos trabalhadores no GT do Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.

Para Fabiana, não basta a Caixa apresentar os custos do plano e dizer que é preciso aumentar as mensalidades para poder cobri-los. “Queremos discutir a qualidade do atendimento e demais desdobramentos que levam ao custo, mas precisamos de mais informações e detalhes, como, por exemplo, o que compõe os custos de administração do Saúde Caixa”, completou.

Para Fabiana, melhorar o atendimento é essencial para que o usuário consiga perceber a qualidade do plano.

A representação dos trabalhadores também cobrou informações sobre a distribuição dos usuários de forma segmentada, por idade e faixa de renda.

Cobrança dos atrasados

Outro questionamento feito pela representação dos trabalhadores foi com relação ao pedido de suspensão das cobranças retroativas que a Caixa está realizando, referentes às coparticipações de consultas e exames de 2018 a 2022 que, por erro de sistema da Caixa, não haviam sido cobradas. O banco ficou de verificar e dar a resposta.

Uso do PCMSO

A representação das empregadas e empregados também cobrou informações sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e seu uso pelos empregados que estão em licença para acidente de trabalho.

“Não temos conhecimento sobre isso e sabemos que muita gente, que está afastada devido a acidente de trabalho, utiliza o plano e acaba pagando os 30% da coparticipação sem necessidade. E ainda gera custo para o plano, que deveria ser do PCMSO”, explicou o representante da Federa-RJ, Serginho Amorim. “Temos que explicar isso para os usuários, para que eles não tenham custos desnecessários e nem gerem custos para o Saúde Caixa”, completou.

A próxima reunião está agendada para o dia 15 de agosto.