Publicado em 07/08/2023 21:49

O resultado da Consulta Nacional às Bancárias e Bancários 2023 foi apresentado neste domingo (6), último dia da 25ª Conferência Nacional dos Bancários. O levantamento foi realizado pela Contraf-CUT e teve as respostas compiladas e analisadas pelo Dieese.
Quase 20 mil bancários de todo o país, sindicalizados ou não, participaram da pesquisa sobre temas relacionados ao dia a dia de trabalho e de repercussão nacional.
Com relação à saúde, houve um aumento de bancárias e bancários que tomam medicamentos controlados nos últimos 12 meses. O índice passou de 35,5%, na consulta feita em 2022, para 41,9% neste ano.

Quando questionados se a cobrança excessiva para o cumprimento de metas impacta na saúde, as respostas também foram preocupantes:
>68% têm preocupação constante com o trabalho;
>61% apresentam cansaço e fadiga;
>52% disseram estar desmotivadas e sem vontade de ir ao trabalho;
>46% apresentam crises de ansiedade/pânico;
> 42% têm dificuldade em dormir, até mesmo nos fins de semana.
E ainda:
>29% apresentam crises constantes de dor de cabeça;
>28% dor ou formigamento nos ombros, braços ou mãos;
>28% dores de estômago/gastrite nervosa;
>26% vontade de chorar sem motivo aparente;
>21% omitem dor ou doença para não se prejudicar;
>21% episódios de pressão alta.

Ao serem perguntados sobre quais medidas seriam prioritárias para criar um ambiente de trabalho mais saudável, ético, cooperativo e respeitoso no banco, com direito a assinalar mais de três opções, as principais respostas foram:
>53,5% – definição de metas levando em consideração o porte da unidade, a região, o número de empregados, a carteira de clientes, o perfil econômico;
>46,7% – as metas devem ser proporcionalmente readequadas em períodos de redução do quadro de trabalhadores nas unidades, como acontece nos casos de férias, afastamentos ou licenças;
>38,9% – maior participação dos bancários na definição das metas e mecanismos de aferição;
>27,6% – treinamento para gestores que envolvam valorização dos trabalhadores, respeito à diversidade, cooperação, trabalho em equipe e combate ao assédio moral/sexual.
Covid-19
O levantamento realizado neste ano mostra que 46% das bancárias e bancários que tiveram covid-19 apresentam alguma sequela relacionada à doença. Do total pesquisado, 24% não contraíram a doença. Dentro dos que contraíram, 30% afirmaram não ter nenhuma sequela.
Entre os que apresentam sequela, as principais são: perda de memória (26%); cansaço (22%); dificuldade de atenção (19%); perda de cabelo (14%), fraqueza muscular (11%) e dor de cabeça (10%).

Fonte: Contraf-CUT