Publicado em 11/08/2023 14:03

Nesta quinta-feira (10), os sindicatos de todo o estado do Rio de Janeiro estiveram reunidos no 17º Congresso Estadual da CUT-Rio. Com o mote “Trabalho, Renda e Respeito”, a abertura ocorreu de forma híbrida, online pelo Youtube da CUT-Rio e presencial no Sinttel-Rio e contou com debate sobre conjunturas internacional, nacional e estadual.
O advogado Maximiliano Garcez abriu o debate falando sobre as políticas públicas internacionais no combate à poluição e fazendo um contraponto com o Brasil, disse que o pobre paga por uma poluição que não é causada por ele e que o meio não se beneficia.
Em seguida, Wânia Sant’Anna, historiadora de causas de gênero e racismo, pontuou que as mulheres, em suma, as pretas, estão inseridas em locais de trabalho insalubres.
Mauro Osório, economista e professor da UFRJ, disse que o Rio está escasso de empregos com carteira assinada e vive uma crise política.
Já Juvandia Moreira, vice-presidente Nacional da CUT e presidente da Contraf-CUT, criticou a pequena queda na taxa de juros diante de uma inflação cada dia menor.
A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, disse que, com a reforma trabalhista, o Rio de Janeiro foi quem mais perdeu postos de trabalho. “Temos que resgatar e ressignificar a palavra trabalhador. Esse é um grande desafio dos nossos tempos, regulamentar os trabalhos em plataformas e trazer os excluídos de novo para o mercado de trabalho”.
A mesa foi encerrada com falas dos sindicalistas reivindicando pautas sociais importantes como combate ao racismo, desemprego, escassez do trabalho e apropriação da pauta de saúde mental dos trabalhadores.
Nesta sexta (11) as atividades continuam. Você pode acompanhar as atividades ao vivo pelo Youtube da CUT-Rio.

