Publicado em 16/08/2023 13:12

A Federa-RJ em parceria com a Contraf-CUT realizou nesta terça-feira (15), na sede do Sindicato dos Bancários Rio, o Seminário Integração Sindical Brasil-Itália, com a participação da presidente da Federa-RJ, Adriana Nalesso, do vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius Assumpção e de Yuri Domenici, presidente da Fisac/CGIL Firenza (sigla em italiano para a Federação Italiana de Trabalhadores de Seguros e Cooperativas de Crédito, de Florença). A entidade é filiada à CGIL, a Confederação Geral Italiana do Trabalho.
O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região esteve presente representado pelo presidente, Rafanele Alves Pereira, pelo secretário Geral, Ricardo Azeredo e pelo ex-bancário, Marcelino Siqueira da Silva.
O evento contou ainda com a presença dos presidentes e dirigentes dos sindicatos de Niterói, Petrópolis, Teresópolis e Rio de Janeiro.
A inovação tecnológica foi apontada como uma grande preocupação, assim como os dados que indicam um decrescente número de sindicalização. No ramo financeiro, por exemplo, 1 de 1 milhão e 610 mil trabalhadores do setor, apenas 19%, são sindicalizados.
O italiano Yuri Domenici contou que eles vivem desafios parecidos com os da nossa realidade: terceirização, fechamento das agências e a tentativa de reconquistar os benefícios para todos os trabalhadores da categoria. O italiano também ponderou que não existem bancos públicos no país e que o presidente de extrema-direita eleito acabou com o salário-mínimo. Em função disto, no dia 7 de outubro será realizada uma grande manifestação na Itália, pela garantia de direitos dos trabalhadores.
Para o presidente do Sindicato de Campos, Rafanele Alves Pereira, “o movimento sindical está hoje em transformação com o avanço da tecnologia e os bancários estão sendo inseridos em um novo modelo que inclui troca de trabalho humano por máquinas, terceirização visando mão de obra mais barata e fechamento de agências que geram desemprego.” Para o presidente, foi possível ainda perceber pontos em comum com a categoria italiana, como por exemplo, a terceirização e a redução do número de agências.
O secretário Geral, Ricardo Azeredo concorda que a categoria nos dois países têm características semelhantes. “Ambos estão reduzindo drasticamente o número de trabalhadores do ramo financeiro. Foi uma boa oportunidade para discutirmos os desafios e as estratégias para o momento atual”, disse.
Apesar de tudo isso, a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, destacou que o movimento sindical bancário resiste e as conquistas avançam.



