Empregados cobram melhorias no Saúde Caixa e negociações continuam

Publicado em 04/09/2023 12:37

As negociações para que se encontre a melhor proposta para empregadas e empregados com relação ao Saúde Caixa serão mantidas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (31), em reunião entre a Caixa Econômica Federal e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Apesar de o banco entender que a ultratividade não é devida, reconheceu que a vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa vai até dezembro de 2023, e que os princípios do pacto intergeracional, do mutualismo e da solidariedade sempre são e continuarão sendo considerados no debate a respeito do modelo de custeio do plano, que prevê que 70% dos custos devem ser arcados pelo banco e 30% pelas empregadas e empregados.

A representação dos trabalhadores cobrou resposta da Caixa para todas as reivindicações que foram apresentadas desde o início das negociações. A categoria argumentou que não é possível caminhar para a construção de uma proposta conjunta sem a verificação dos números.

Outra reivindicação que já havia sido apresentada foi com relação ao retorno das Gerências de Pessoas e comitês de credenciamento, como forma de descentralizar e melhorar o atendimento aos usuários e credenciados, além do número de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados nas regiões.

A volta do custeio administrativo pela Caixa, como era antes de 2018, é outra reivindicação feita pela representação sindical sobre a qual a Caixa não deu resposta. A representação dos empregados também lembrou da cobrança para que a Caixa assuma os custos dos afastamentos para tratamento de doenças causadas em decorrência do trabalho.

Pesquisa realizada pela Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae), constatou que houve, na Caixa, recorde de afastamentos para tratamento de saúde devido acidentes de trabalho e que o índice é muito acima da média de outros bancos e mais acima ainda, do que constatado no mercado geral de trabalho.

Além do Saúde Caixa

Mais uma vez, a representação dos trabalhadores pediu que a Caixa valorize as mesas de negociações e demais espaços de construção conjunta de propostas. A Caixa disse que dará continuidade às negociações e aos GTs. Com relação aos GTs de caixas, tesoureiros e avaliadores de penhor, o banco disse que na próxima reunião apresentará os resultados de um estudo feito pelo banco.

Também houve indicação de problemas com mobiliário inadequado, cobrança de negociações sobre o “Minha Trajetória” e solicitação de uma mesa tripartite para alinhar e aprofundar o debate sobre a Fundação dos Economiários Federais (Funcef).

Fonte: Contraf-CUT e Fenae