Publicado em 08/09/2023 12:36

A Contraf-CUT, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), e a Fenae, reuniram, no sábado (2) mais de 200 usuários do Saúde Caixa para passar informações sobre o andamento das negociações com o banco sobre o plano de saúde Caixa. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico sobre o plano tem vigência até dezembro de 2023. As negociações visam a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com melhorias para os trabalhadores.
O atual modelo de custeio estipula que a Caixa deve arcar com 70% dos custos do Saúde Caixa, mas o teto de 6,5% da folha de pagamento limita o valor pago pela Caixa.
Considerando este limite, a Caixa projeta reajuste médio de 85% nas contribuições dos empregados. Como a tendência é que as despesas do plano continuem crescendo mais que a folha – tanto pelo crescimento na utilização do plano quanto pelo aumento dos custos médicos – o teto da participação da Caixa acaba transferindo cada vez mais custos para os empregados, o que tornará o plano financeiramente inviável para muitos, como ocorreu em outras estatais.
Os empregados também foram unânimes em cobrar a descentralização do atendimento do Saúde Caixa e o retorno das estruturas regionais de gestão de pessoas (Gipes) – essenciais para tratar de casos específicos nos estados, como o credenciamento de profissionais, hospitais, laboratórios e outras estruturas para o atendimento dos usuários.
As entidades farão outros encontros, que serão divulgados com antecedência para que mais empregados possam participar, conhecer as condições atuais do plano e o andamento dos debates com a direção da Caixa. Também estão ocorrendo reuniões presenciais em diversos locais do país com o mesmo objetivo.
Fonte: Contraf-CUT e Fenae