Publicado em 15/09/2023 14:17

As dificuldades para receber os dados financeiros do Saúde Caixa continuam. Na reunião do Grupo de Trabalho para negociações do plano de saúde, que aconteceu nesta quarta-feira (13), os representantes dos empregados cobraram novamente alguns dados do plano.
“A Caixa precisa ser mais célere no retorno aos nossos questionamentos mais específicos. Nas últimas reuniões pedimos explicações sobre divergências no valor do fundo de reserva do plano em que a Caixa aponta uma diferença de R$ 221 milhões a menos. Precisamos saber onde está este valor. Ainda existem números apresentados pela Caixa que não estão claros para nós”, pontuou Fabiana Proscoldt, coordenadora da CEE e integrante do GT.
O orçamento e o custo do banco com programas de saúde e segurança dos trabalhadores também foram questionados. Para os representantes dos empregados, os custos administrativos do Saúde Caixa devem ser exclusivamente da Caixa, já que todas as decisões de gestão são tomadas pelo banco sem a participação dos empregados. Eles também criticaram a ausência de uma política que promova a saúde dos trabalhadores, bem como o acompanhamento de doentes crônicos – condições que prejudicam os usuários e oneram o plano de autogestão.
Outra cobrança da representação dos trabalhadores foi sobre o credenciamento de estabelecimentos e profissionais, que continua um problema para os usuários. A Caixa fez uma apresentação do processo atual e do formato do credenciamento estratégico, modelo que adota desde 2020.
A representação dos empregados apresentou ao banco dados da pesquisa realizada pela Fenae e Apcef/SP que mostram as deficiências regionais da rede credenciada do plano. Pelo aditivo ao Acordo Coletivo específico sobre Saúde Caixa, o banco deve realizar, a cada ano, uma pesquisa sobre a qualidade de atendimento e satisfação dos usuários. A Fenae e Apcef/SP reaplicaram essa pesquisa, com o acréscimo de outras perguntas e encontraram dados diferentes, que mostram que a satisfação está abaixo do que foi apresentado pelo banco.
Reembolso Integral
Quando o usuário não encontra um estabelecimento ou profissional credenciado ao plano em seu município, ele pode recorrer ao reembolso integral. Nesta modalidade, o Saúde Caixa ressarce todo o valor pago ao usuário, descontando o percentual de 30% referente à coparticipação. Porém, para o pedido de reembolso ser aceito, é necessário solicitar ao plano uma autorização prévia e o atendimento só pode ocorrer após o recebimento desta autorização. Nos casos de atendimento de urgência ou emergência, a autorização prévia não é exigida.
De acordo com Fabiana, muitos usuários não sabem que possuem esse direito e como não sabem solicitá-lo corretamente, têm seus pedidos de reembolso integral negados.
Para conhecer as normas e regras da Agência Nacional de Saúde (ANS) clique aqui.
Para saber mais sobre a necessidade de autorização prévia do Saúde Caixa clique aqui.
Fonte: Fenae