Publicado em 18/09/2023 11:18

Em mesa de negociação sobre o Programa Performa e o Plano de Cargos e Salários (PCS), realizada na quarta-feira (13), os membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) criticaram a morosidade do banco em apresentar respostas às questões que foram aprovadas pelos trabalhadores e entregue ao banco, na minuta de reivindicações.
O Performa foi criado pelo BB em 2020, com a promessa de que a reestruturação não impactaria no desenvolvimento da carreira de mérito, portanto, na diminuição das verbas salariais dos funcionários. Entretanto, não foi isso que aconteceu. E, desde aquele ano, o movimento sindical vem denunciando os impactos negativos do programa.
Na reunião desta quarta, o banco também não apresentou nenhuma resposta em relação ao PCS.
“Temos trabalhadores que estão adoecendo por conta da sobrecarga, como é o caso dos gerentes de serviços, que estão com acúmulo de funções. A solução não pode ser mais adiada”, destacou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.
Em resposta às manifestações dos trabalhadores na mesa, o banco admitiu que não tinha “algo concreto para apresentar”, tanto em relação ao Performa, quanto em relação ao PCS, e que ainda não há “perspectiva de trazer uma proposta de planos e salários até o final do ano”.
Os membros da CEBB rebateram, reforçando a exigência pela revogação do Performa, o fim da Verba Temporária Vinculada à Função (VTVF ou, como ficou conhecida entre os trabalhadores, a verba come-come). Além disso, o movimento sindical cobrou a volta das funções de gerente básico e avançado e concordou em auxiliar o banco com subsídios às discussões do PCS, contanto que a CEBB participe do grupo de trabalho que está estudando a questão do banco e, ainda, que esse grupo tenha resolutividade e que sejam apresentados os prazos definidos.
Entenda
>Prevista inicialmente para o dia 11 de setembro, a mesa de negociação temática sobre PCS e Performa ocorreu nesta quarta-feira, 13 de setembro.
>O banco não apresentou propostas e nem avanços concretos sobre o Performa e o PCS e admitiu que não há perspectiva de trazê-las nos próximos meses.
>Sobre o Performa, os trabalhadores reivindicam a revogação do programa que impactou negativamente na carreira de mérito, portanto ocasionou a diminuição de verbas salariais de funcionários.
>Em relação ao PCS, que estabelece os critérios de remuneração, os bancários exigem participação ativa no grupo de trabalho do banco que estuda o plano de carreiras e, ainda que, o grupo tenha resolutividade e que sejam apresentados os prazos definidos.
>Os trabalhadores pontuaram que a mesa de negociação seja um espaço para avanços concretos em relação à minuta de reivindicações da categoria, entregue ao banco ainda no ano passado.
Fonte: Contraf-CUT