Sindicato realiza protesto em agência do Bradesco

Publicado em 19/09/2023 14:40

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região realizou, nesta terça-feira (19), um protesto em frente ao banco Bradesco localizado no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, conhecido como calçadão.

O banco Bradesco tem adotado como prática, expulsar os clientes de dentro das agências, reduzindo cada vez mais o atendimento presencial e encaminhando os clientes para o digital mesmo que eles não desejem esse tipo de serviço.

Nesta manhã, o gerente regional do banco visitou a agência Prime, que fica no segundo andar deste prédio, e foi realizado um café da manhã para os funcionários. Enquanto isso, bancárias e bancários que trabalham no andar térreo, na outra agência, não sentiram nem o cheiro do café, uma vez que o banco cortou das suas despesas diárias, o “cafézinho” dos funcionários.

Na área externa da agência uma longa fila se formou desde às 7h da manhã, com clientes expostos ao sol e sem nenhum amparo.

Apesar do lucro de R$8,8 bilhões no primeiro semestre de 2023, o banco vem fechando agências e postos de trabalho. Mesmo com números tão expressivos o Bradesco fechou 2.845 postos de trabalho em doze meses, 928 no trimestre anterior. Em relação à estrutura física, em doze meses foram fechadas 139 agências, 316 PABs e 245 unidades de negócios.

O mesmo banco que reduz agências e demite funcionários cobra metas cada vez mais inatingíveis, assolando diretamente a saúde física e mental de bancárias e bancários sobrecarregados.

Uma cliente que passava pelo local relatou a dificuldade de usar as máquinas do autoatendimento para realizar depósito, uma vez que muitos equipamentos rejeitam as cédulas ou não emitem recibo. “É um absurdo estarmos em uma cidade como essa, sem ter funcionários para nos atender”, disse Sebastiana.

O presidente do sindicato Rafanele Alves Pereira disse que é inaceitável um banco que só lucra, deixar os clientes aguardando do lado de fora. “Tem 19 caixas eletrônicos fechados. Queremos que o banco abra para todos e não só para a minoria. Também precisamos de mais funcionários dentro das agências e é para isso que o sindicato luta”, finalizou.