Governo retoma comissão de segurança privada, sem participação de trabalhadores do ramo financeiro

Publicado em 02/10/2023 11:32

O governo federal vai retomar a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), fórum consultivo para o estudo, proposição e aperfeiçoamento de soluções para a segurança bancária, bem como a fiscalização da área. O restabelecimento do colegiado foi publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (26).

Entretanto, a nova versão do CCASP não terá a participação dos representantes dos trabalhadores do ramo financeiro. A comissão será composta por membros da Polícia Federal e de entidades representativas das empresas de vigilância (Fenavist), de transporte de valores (ANSEGTV e Fenavist), dos bancos (Febraban), dos trabalhadores de vigilância (Contrasp) e da Associação Brasileira de Cursos e Aperfeiçoamento de Vigilantes (ABCFAV).

Antes de ser extinta no primeiro ano do governo Bolsonaro – na esteira da revogação de centenas de conselhos federais – os trabalhadores do ramo financeiro eram representados na CCASP pela Contraf-CUT. Outra entidade que está excluída da nova versão do fórum é a Confederação Nacional de Vigilantes e Prestadores de Serviço (CNTV).

O secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elias Jordão, informou que a Confederação irá enviar um ofício para reivindicar a participação na CCASP. “A medida é positiva, mas a bancada dos trabalhadores não está totalmente contemplada. Nós queremos a nossa participação”.

Portas giratórias

O Ministério da Justiça editou a portaria 18045/23, que desobriga portas giratórias de segurança em agências que não movimentam numerário. “Nós queremos marcar uma audiência com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para mostrar a importância da revisão desta portaria, pois coloca em risco os trabalhadores dessas agências”, revelou Elias Jordão.