Sindicato paralisa agências do Itaú e Bradesco contra demissões

Publicado em 28/11/2023 14:58

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região realizou, nesta terça-feira (28), nas agências dos bancos Bradesco e Itaú, um ato de protesto contra as demissões realizadas pelos bancos privados nas últimas semanas.

A atividade teve como finalidade alertar os clientes sobre a postura dos bancos privados, que mesmo com lucros exorbitantes continuam com o projeto de redução de agências físicas e demissões de funcionários e funcionárias.

A vice-presidente do Sindicato e funcionária do Bradesco Nilce Jóia, informou que o protesto tem várias pautas. “Precisamos questionar as demissões, o assédio moral que ainda é muito forte com a categoria e o adoecimento causado por este assédio. O banco lucra cada vez mais em função da dedicação dos nossos companheiros que, em troca, recebem demissão e fechamento de agências. E não podemos deixar de comentar sobre o novo presidente do banco Bradesco que, já disse ser totalmente a favor do digital, indicando um caminho de mais redução de agências físicas e demissões, que vão sobrecarregar os que ficam. Acabamos de ter esse problema do sumiço do dinheiro das contas de clientes do Bradesco e é importante ressaltar que o digital traz progressos, mas também tem suas falhas”, finalizou.

O presidente do Sindicato Rafanele Alves Pereira lembrou que hoje é um dia de luta em todo o estado do Rio de Janeiro, que vem sofrendo com a postura dos bancos privados. “É um absurdo esses aposentados nessas filas enormes com chuva e com sol. Com as demissões, os bancários e bancárias que estão dentro das agências não suportam a sobrecarga de trabalho e os banqueiros continuam lucrando. Nós do Sindicato estamos aqui na defesa da categoria bancária e também dos clientes”.

Os desligamentos ocorrem ao mesmo tempo em que os bancos já anunciaram seus lucros trimestrais. O banco Bradesco já lucrou R$ 13,4 bilhões só nos primeiros nove meses de 2023 e o banco Itaú bateu recorde de lucro mais uma vez, ultrapassando os R$ 26 bilhões no mesmo período.

O Secretário Geral do Sindicato e bancário do Itaú Ricardo Azeredo lamentou a postura do banco. “Lamentamos a postura do banco que apesar de toda a lucratividade continua demitindo e principalmente desrespeitando os funcionários com mais tempo de banco, que se dedicaram por tantos anos. Estamos vendo nossos colegas adoecendo pela exploração, pois os que ficam nas agências precisam trabalhar pelos que são demitidos”, finalizou.