Publicado em 17/01/2024 11:59

O aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho específico do Saúde Caixa foi aprovado com 58,44% dos votos válidos, em assembleia realizada nesta terça-feira (16), pelas empregadas e empregados da ativa, aposentados e pensionistas titulares do Saúde Caixa que fazem parte da base do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região.
O acordo já havia sido aprovado por 73,6% dos sindicatos do país no mês de dezembro e novas assembleias foram realizadas nas bases em que houve rejeição.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos viu a aprovação como uma vitória. “Foram quase seis meses de duras negociações. A aprovação é uma vitória, mas as negociações são permanentes e não param por aí”, ressaltou.
A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, já havia salientado o fato de que o acordo aprovado mantém a contribuição dos titulares sem dependentes em 3,5% sobre remuneração base, da mesma forma que era antes. “Foram quase seis meses de intensos debates, com a Caixa nos apresentando números que sugeriam grandes reajustes e cobrança por faixa etária, mas, ao final, conseguimos chegar a uma proposta que permite melhorar o equilíbrio da relação custo-utilização dos diferentes segmentos, sem reajustes para aqueles que não têm dependentes”, disse. “O acordo foi aprovado na maioria das assembleias porque é o que menos onera o empregado”, finalizou.
Os números mostravam um déficit de R$ 422 milhões em 2023, e apontavam mais um déficit de R$ 660 milhões em 2024. Para suplantar os custos de 2024 a Caixa projetava reajustar, já a partir de janeiro, a contribuição para 6,46% da remuneração base para titulares, mais 0,67% por dependente, o que daria um teto na RB de 7,8%. Além disso, cobraria mais 4,18 parcelas extraordinárias para cobrir o déficit de 2023.