Publicado em 19/01/2024 13:42

A representação das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal se reuniu, na terça-feira (16), com a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês da Silva Magalhães, para discutir sobre a atuação do banco na promoção do acesso à moradia e de políticas públicas que fomentem o desenvolvimento do país. Debate sobre o Saúde Caixa, a Funcef e a Resolução 42 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 42) se estendeu também com a consultora da Presidência da Caixa.
Habitação
O balanço de 2023 da Caixa ainda não foi divulgado, mas os dados até setembro apontam que o banco respondia, naquele momento, por 68,8% da carteira de crédito imobiliário no país, com um volume de R$ 136,9 bilhões.
“A Caixa é líder de mercado no crédito habitacional, com atuação focada na população de baixa renda. A política de crédito da Caixa para este segmento é fundamental não apenas para a redução do déficit, mas para a revisão da política habitacional do país, uma vez que é sabido que existem moradias vazias que permitiriam abrigar o dobro de famílias que estão sem casa em todo o Brasil”, observou a coordenadora da CEE da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
O Censo Demográfico Brasileiro aponta que existem 11,4 milhões de domicílios vagos, quase o dobro da falta de moradias do país.
“Por isso é tão importante discutirmos a política de crédito habitacional da Caixa, de modo que ela foque em quem realmente o busque para alcançar o objetivo da casa própria, e não para servir como especulação imobiliária e manutenção da desigualdade social”, disse o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro.
Além da vice-presidente de Habitação, os superintendentes Nacional, Rodrigo Eduardo de Mello e de Operações Imobiliárias, Marlon Machado, também participaram da reunião.
Outros temas
Após o encontro, os representantes dos empregados estenderam o diálogo com a consultora da Presidência da Caixa, Salete Cavalcanti, e externaram as preocupações dos trabalhadores sobre o Saúde Caixa, a Funcef e a CGPAR 42.
“Acabamos de aprovar um aditivo ao nosso ACT sobre o Saúde Caixa, mas nossa preocupação com o teto de gasto do banco com a saúde dos trabalhadores (6,5% da folha de pagamentos), continua”, observou Fabiana. “Precisamos revogar a CGPAR 42, que interfere na livre negociação entre empregados e as empresas públicas, e promover a remoção do teto de 6,5% que está estabelecido no estatuto da Caixa”, completou.