Publicado em 23/02/2024 12:54

As mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto 21.076, do então presidente Getúlio Vargas. Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte e as mulheres puderam votar e ser votadas pela primeira vez. Porém, o voto feminino foi incorporado à Constituição apenas em 1934, uma conquista do movimento feminista da época. Antes facultativo, em 1965 então, tornou-se obrigatório, sendo equiparado ao dos homens.
A década de 1920 assistiu a diversos movimentos de contestação à ordem vigente. Em 1922, por exemplo, houve importantes acontecimentos que colocaram em xeque a República Velha, como a Semana de Arte Moderna de 1922, o Movimento Tenentista e a fundação do Partido Comunista do Brasil. Nesse contexto, o movimento feminista ganhou força impulsionado pela professora Maria Lacerda Moura e pela bióloga Bertha Lutz, que fundaram a Liga para Emancipação Internacional da Mulher, um grupo de estudos cuja finalidade era a luta pela igualdade política das mulheres.
Posteriormente, Bertha Lutz criou a Fundação Brasileira pelo Progresso Feminino, considerada a primeira sociedade feminista brasileira que tinha como objetivos básicos “promover a educação da mulher e elevar o nível de instrução feminina; proteger as mães e a infância; obter garantias legislativas e práticas para o trabalho feminino” e entre outros objetivos, “assegurar à mulher direitos políticos e preparação para o exercício inteligente desses direitos”.
Avaliar essa linha do tempo é perceber que a participação da mulher na vida política do país é recente e, apesar de alguns avanços, a luta das mulheres por igualdade de direitos e de oportunidades continua sendo necessária e atual.