Publicado em 08/03/2024 10:40

O dia 8 de março foi escolhido para celebrar o Dia Internacional da Mulher. A data existe como resultado de luta das mulheres trabalhadoras por meio de manifestações, greves, etc.
O dia teve origem no movimento operário, que plantou suas sementes lá em 1908, quando mulheres marcharam pela cidade de Nova York exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto.
A proposta de tornar a data internacional veio de Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres, que deu a ideia em uma Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagen, em 1910, mas só foi oficializada em 1975, quando a ONU começou a comemorar a data.
Ao contrário do que muitos pensam, a data de 8 de março não foi escolhida devido a um incêndio ocorrido em uma fábrica têxtil. Vários protestos e greves já ocorriam pela Europa e Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX e o movimento feminista capitalizou essas manifestações. Foi o que aconteceu em 8 de março, na Rússia.
O ano de 1917, na Rússia, foi marcado pelo movimento que derrubou a monarquia czarista e nesse clima de agitação, as mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem entraram em greve, no dia 8 de março. A data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias.
Em 2022 o Brasil ocupava o 94º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial que mede a desigualdade de gênero em 146 países. Em 2023 o país melhorou de forma expressiva a sua posição e ficou em 57º. O destaque foi para oportunidades educacionais e de saúde. No entanto, há ainda no país grande disparidade de gênero na participação econômica e política.
Apesar de serem a maioria da população brasileira e as principais responsáveis por chefiar domicílios, as mulheres também sofrem com a desigualdade no acesso a postos de trabalho.
A data é um momento para repensar a construção de uma sociedade sem desigualdade de gênero, para lembrar que nada se conquista sem coragem, vigília e muita luta. E também, para mostrar que as mulheres ainda não conquistaram o básico: o direito à vida.