Solidariedade às vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul

Publicado em 06/05/2024 12:15

Reforçando seu perfil de entidade preocupada com toda a classe trabalhadora, a Contraf-CUT vai efetuar uma doação financeira em solidariedade às vítimas das enchentes que atingem o estado do Rio Grande do Sul.

“As principais vítimas são sempre as trabalhadoras e trabalhadores mais empobrecidos, que são obrigados a viver com suas famílias em áreas de risco”, observou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “Por isso, devemos somar forças para ajudar a todos. Aliás, essa é uma característica das entidades sindicais, que têm experiência em fazer fundo de greve para ajudar aqueles que passam por necessidade e também em fazer arrecadação de donativos em casos de emergência social, como fizemos durante a pandemia de covid”, completou.

Quem puder doar, pode contribuir diretamente para a CUT-RS, no banco 133 – CRESOL 02 – CNPJ: 60.563.731/0001-91, Agência 5607, conta corrente 18.735-6 ou pelo PIX: 51996410961 (telefone).

Para o coordenador do coletivo de solidariedade da Contraf-CUT, Almir Aguiar, a ideia de construção do Sindicato Solidário foi para mobilizar sindicatos e federações, na busca de uma sociedade mais justa, igualitária e solidária. “Nesses momentos de crises climáticas ou social, a participação dos trabalhadores tem sido fundamental para as vidas das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade”, disse.

Tragédia anunciada

Em menos de um ano, é a quarta vez que o estado sofre com desastres climáticos. Em 2023, os gaúchos foram atingidos em junho, setembro e novembro.

“A saída para a crise climática que estamos enfrentando, e que é sem precedentes na história, só será possível com a articulação entre governo, sociedade e entidades organizadas. Não podemos mais aceitar o modelo capitalista e explorador que, além de provocar desemprego, pobreza e fome, causa danos permanentes para o planeta e para a nossa sobrevivência”, destaca a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa.

A Contraf-CUT debaterá o tema na próxima quarta-feira (8), no seminário “Impactos e Desafios para uma Transição Justa e Desenvolvimento Sustentável”. A ideia é debater qual é o papel dos trabalhadores, por meio das entidades organizadas, para que o mundo consiga sair de uma economia poluente para uma economia sustentável e com a garantia de trabalho digno.