Federa-RJ inicia 4ª Conferência Estadual da categoria

Publicado em 17/05/2024 20:16

Começou nesta sexta (17), em formato híbrido, no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Federa-RJ, a 4ª Conferência Estadual das Bancárias e Bancários.

Estiveram presentes Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, Vinicius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT, representantes de centrais sindicais, dirigentes e presidentes dos seis sindicatos da base da federação.

Vinicius Assumpção disse que a campanha deste ano é um marco. “A campanha deste ano é decisiva para a nossa sobrevivência. Temos discutido muito a conjuntura para compreender a realidade da categoria. Temos hoje bancos digitais com o mesmo número de clientes dos bancos tradicionais e diversos trabalhadores da categoria que não estão sendo representados por nós. A redução de trabalhadores nos bancos privados é muito drástica e precisamos debruçar sobre esse debate. Nós somos uma categoria de luta e participação, e a força bancária está pautada na representação”, finalizou.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Rafanele Alves Pereira, iniciou sua fala chamando as lideranças para união. “Não podemos começar desanimados, precisamos chegar para ganhar. Os lucros dos bancos estão altíssimos e precisamos bater de frente. Os bancos têm condições de dar reajuste e precisamos chegar firmes com os banqueiros. Se precisar fazer greve, faremos greve”. O presidente ainda reforçou a importância de combater o assédio moral que persiste nos bancos. “O assédio moral continua, os trabalhadores continuam adoecendo e não podemos deixar de abordar esse tema”, ressaltou.

Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ começou sua fala abordando as transformações no mundo do trabalho. “Os bancários estão sendo impactados por uma forte mudança no mundo do trabalho, onde a tecnologia é apropriada pelo capital para ampliar a precarização nas relações de trabalho e compete a nós, trabalhadoras e trabalhadores organizados, discutir o tema. A tecnologia serve apenas para trazer mais riqueza e acumulação de capital ou ela tem que ao conjunto da sociedade?”

Adriana ainda chamou a categoria para a luta. “Cada um de nós tem responsabilidade nessa condução do processo, porque a luta é coletiva, mas ela se constrói através da dedicação e comprometimento individual. A luta não se constrói sozinha. Na categoria bancária, a organização do ramo é a sobrevivência de uma das categorias mais organizadas do país, a única categoria que tem uma convenção coletiva nacional que reúne bancos públicos e privados e não à toa é uma das categorias mais atacadas pelo capital”, disse.

O primeiro dia de conferência teve ainda a defesa das teses das correntes políticas e uma chamada para que a categoria colabore com a construção das pautas e participe da Consulta Nacional.

A Conferência continua no sábado (18), em formato presencial.