Trabalhadores entregam minuta de reivindicações ao Santander

Publicado em 11/06/2024 08:16

Após a aprovação da pauta de reivindicações, durante o Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, que ocorreu no dia 6 de junho, em São Paulo, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, responsável pelas negociações do acordo específico com o banco, entregou, nesta segunda-feira (10), a minuta de reivindicações.

O encontro marca o início das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos trabalhadores do banco, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, que ficará em vigência no biênio 2024-2026.

A coordenadora da COE, Wanessa Queiroz, ressaltou que a minuta é composta por três blocos: “o primeiro são das cláusulas vigentes do acordo atual, que tem duração até 31 de agosto de 2024; o segundo bloco são das cláusulas oriundas dos funcionários e funcionárias do banco Banespa; e o terceiro são as cláusulas novas, construídas para encaminharmos as discussões e também as negociações para a renovação da minuta deste ano”, completou

Pré-acordo para manter garantias

Junto com a minuta, os trabalhadores entregaram ao banco um pré-acordo de garantias, assinado por todas as federações sindicais que compõem a Contraf-CUT. “Na reunião, nós enfatizamos a importância deste termo para garantir a manutenção de todos os direitos e conquistas do acordo vigente, tanto nas cláusulas sociais e econômicas quanto nas sindicais, até que possamos assinar um novo acordo”, observou Wanessa.

PPRS

“Os representantes do banco destacaram que a empresa tem a expectativa de realizar uma alteração no acordo vigente, no que diz respeito ao pagamento da PPRS, para que possa ser compensada da PLR, como é praticado por outras instituições. Nós enfatizamos a importância da manutenção dessa conquista que construíram e constroem os resultados do banco. Além disso, o banco Santander tem inúmeros incentivos fiscais no pagamento dos seus tributos. Portanto, parte desse valor deveria ser revertido com a distribuição linear para todos os seus trabalhadores no Brasil”, completou a representante da COE.

Isenções

Wanessa destacou ainda que os trabalhadores irão priorizar, nesta campanha, a cobrança ao banco para que isente totalmente as tarifas cobradas aos empregados. “O Santander é o único banco do país que cobra tarifa de seus funcionários. E deveria, também, assim como os demais, isentar as tarifas e reduzir juros cobrados dos funcionários”.

Redução de jornada, PcDs e neurodivergentes

Outra demanda dos trabalhadores é a redução de jornada para quatro dias. “Essa redução já está sendo implementada em diversas empresas da Europa”, salientou Wanessa.

O documento possui ainda medidas de inclusão de direitos aos pais e funcionários com deficiências (PcDs) e neurodivergentes. “Houve um aumento de 300% de solicitações de ajudas sociais para custear a co-participação que é cobrada pelos planos de saúde e isso tem impacto no orçamento dos funcionários, porque há uma necessidade contínua em terapias para a manutenção de tratamentos a esses grupos”, explicou a coordenadora da COE.

Termos de compromisso: Cabesp e Banesprev

Anexa à minuta, existem dois termos de compromisso, um da Cabesp e outro do Banesprev. “Estamos falando de importantes direitos garantidos e negociados pelo movimento sindical, desde a privatização do Banespa. É fundamental que o banco continue com as suas responsabilidades econômica e social para com todos os funcionários, da ativa e os aposentados. É fundamental o banco avançar para uma negociação construtiva e que valorize todos os empregados no Brasil, na questão da previdência bem como nos planos de saúde”, ressaltou Wanessa.

Mobilização é fundamental

“Do nosso lado, é importante a participação e mobilização de todos e todas, para que consigamos avançar nas negociações. É dessa forma, com a mobilização e unidade do movimento sindical e os funcionários, que iremos conseguir uma negociação forte e muito representativa, nacionalmente, para que a gente possa atuar na manutenção de direitos e avançar em cláusulas novas”, concluiu.