Publicado em 26/07/2024 08:20

O Sindicato tem percorrido as agências bancárias de sua base para divulgação da Campanha Nacional dos Bancários 2024 e nesta quinta (25) foi a vez de percorrer as unidades do município de São Francisco de Itabapoana.
O ato ocorreu no mesmo dia em que o Comando Nacional se reuniu com a Fenaban para mais uma rodada de negociações, desta vez, com o tema “Saúde e Condições de Trabalho”.
O presidente do sindicato Rafanele Alves Pereira ressaltou que a mesa de saúde é muito importante para a categoria, segundo resultados da pesquisa realizada pela Contraf-CUT no início do ano. “Sabemos como a nossa categoria está adoecida e até o momento os bancos não avançaram em nada. As cláusulas relacionadas à saúde são tão importantes para nós quanto as cláusulas econômicas e a categoria precisa estar atenta e unida para possíveis mobilizações”, pontuou.
Considerando apenas a categoria bancária, em 2022, as doenças mentais e comportamentais foram responsáveis por 40% dos afastamentos previdenciários e por 57,1% dos afastamentos acidentários.
De acordo com os 47 mil bancários e bancárias que responderam a Consulta Nacional, quandoperguntados sobre os impactos das cobranças excessivas pelo cumprimento de metas, podendo escolher mais de uma opção, as principais respostas foram:
>67% preocupação constante com o trabalho
>60% cansaço e fadiga constante
>53% desmotivação e sem vontade para ir trabalhar
>47% crises de ansiedade e pânico
>39% dificuldade de dormir, mesmo nos finais de semana
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ressalta que é obrigação dos bancos o estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável e sustentável. “A saúde mental é uma prioridade e não pode continuar sendo sacrificada em nome de lucros. Só em 2023, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 108,6 bilhões. Mas, apesar do montante, nesse mesmo ano fecharam mais de 600 agências e demitiram mais de 2 mil funcionários. É uma lógica predatória, que visa o máximo de lucro, reduzindo o quadro de trabalhadores e sobrecarregando os que seguem contratados e que se submetem à gestão adoecedora, com medo de perderem seus empregos”, pontua.





