Categoria se mobiliza em Dia Nacional de Luta: veja as reivindicações

Publicado em 16/08/2024 08:29

Nesta quinta (15), a categoria bancária realizou um Dia Nacional de Luta para pressionar os bancos para a entrega de uma proposta digna para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) na próxima mesa de negociações, agendada para o dia 20 de agosto.

As manifestações acontecem em resposta à postura da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na última rodada de negociações, que pouco avançou.

O Comando Nacional dos Bancários entregou a minuta de reivindicações no dia 18 de junho e após a entrega já foram realizados vários encontros entre os representantes dos trabalhadores e dos bancos.

Veja as reivindicações da categoria por tema

Cláusulas econômicas

>Aumento salarial acima da inflação (reposição da inflação pelo INPC acumulado entre setembro de 2023 e agosto de 2024, acrescido do aumento real de 5%).

>Melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Dieese alerta que os percentuais de distribuição da PLR dos bancos caíram ao longo dos últimos anos, mesmo após reajustes, introdução da parcela adicional e mudanças de parâmetros dos cálculos de distribuição. Além disso, a distribuição da participação nos lucros não vem acompanhando o crescimento dos lucros no setor, ficando, na maioria dos bancos, abaixo do teto de 15% previsto na CCT.

>Aumento nas demais verbas, incluindo VA/VR, auxílio babá e auxílio creche.

Cláusulas sociais

>Igualdade de oportunidades e igualdade salarial, entre gênero e raça.

> Mais mulheres no setor de Tecnologia da Informação (TI) dos bancos.

>Olhar especial para bancárias e bancários transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo com menor expectativa de vida no país, por conta da violência e preconceito que também dificultam o acesso e permanência no mercado de trabalho.

>Combate ao assédio moral e sexual.

Saúde

>Direito às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes, para que tenham garantia de ambiente de trabalho adaptado e condições de ascensão profissional.

>Direito à desconexão.

>Combate à gestão por metas abusivas e que impacta na saúde e nas condições de trabalho.

E ainda

> Garantia de emprego e dos direitos conquistados.

>Fim das terceirizações.

>Jornada de quatro dias.

>Ampliação do teletrabalho.

>Retorno da homologação nos sindicatos, para que as entidades possam acompanhar de perto todo o processo, e garantir direitos dos desligados.

>Qualificação e requalificação profissional, sobretudo diante da revolução tecnológica.

>Indenização adicional em caso de demissão.

> Garantias para mães e pais de PCDs, quando necessitarem acompanhar filhos nos atendimentos médicos e educacionais.

>Segurança nos ambientes físicos e digitais do sistema financeiro.