Sindicato repudia fechamento de mais uma agência do Bradesco

Publicado em 25/09/2024 08:58

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região repudia o fechamento de mais uma agência do banco Bradesco na cidade. Desta vez, a unidade que possuía cerca de 28 funcionários e encerrou as suas atividades foi a localizada na Rua Saldanha Marinho, fazendo uma fusão com a agência da Pelinca.

Toda a categoria já compreende o processo de transformação do sistema financeiro, porém, em algumas regiões como nos municípios do interior, as agências ainda possuem grande demanda para o atendimento presencial. Perdem os clientes, que não suportam mais as inúmeras filas que se formam a partir das restrições, perde a categoria bancária que, com a redução de funcionários, fica cada vez mais sobrecarregada.

Além da perda dos empregos no setor bancário, o fechamento de uma única agência reflete em outros setores. Além das bancárias e bancários, a agência possuía ainda trabalhadores do setor de limpeza, manutenção elétrica e manutenção de ar condicionado.

O presidente do sindicato Rafanele Alves Pereira lamenta o fechamento e diz que a fusão acaba não absorvendo todos esses trabalhadores diretamente afetados. “Infelizmente não tem lugar para todos esses colegas, pais e mães de família. O banco Bradesco mostra que mesmo com lucro altíssimo não tem nenhuma responsabilidade social. Além do desemprego, ainda temos que lidar com a saúde mental da bancária e do bancário que fica e se vê pressionado a bater metas inatingíveis. O banco trata as pessoas como descartáveis, diferente das belas propagandas”, lamentou.

Apenas 55,5% dos 5.565 municípios brasileiros possuem cobertura de agências bancárias. Com isto, 2.476 municípios, ou 44,5% do total, não contam com este serviço. Esta realidade deixa 18 milhões de brasileiros sem atendimento bancário em suas cidades. Os dados são do Banco Central do Brasil e foram compilados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Somente no ano de 2023 os bancos lucraram R$ 108,6 milhões, se posicionando entre um dos setores mais lucrativos e ao invés de investir em atendimento e contratações, uma vez que operam como concessões públicas, se negam a prestar um bom atendimento à população.