8 de março – Dia Internacional da Mulher

Publicado em 07/03/2025 11:02

O dia 8 de março foi escolhido para celebrar o Dia Internacional da Mulher. A data existe como resultado de luta das mulheres trabalhadoras por meio de manifestações, greves, etc.

O dia teve origem no movimento operário, que plantou suas sementes lá em 1908, quando mulheres marcharam pela cidade de Nova York exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto.

A proposta de tornar a data internacional veio de Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres, que deu a ideia em uma Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagen, em 1910, mas só foi oficializada em 1975, quando a ONU começou a comemorar a data.

Ao contrário do que muitos pensam, a data de 8 de março não foi escolhida devido a um incêndio ocorrido em uma fábrica têxtil. Vários protestos e greves já ocorriam pela Europa e Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX e o movimento feminista capitalizou essas manifestações. Foi o que aconteceu em 8 de março, na Rússia.

O ano de 1917, na Rússia, foi marcado pelo movimento que derrubou a monarquia czarista e nesse clima de agitação, as mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem entraram em greve, no dia 8 de março. A data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias.

O ano de 2025 é um momento crucial na busca global pela igualdade de gênero e pelo empoderamento das mulheres, pois marca o 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. Adotado por 189 governos ao fim da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em 1995 na cidade de Pequim, o documento continua sendo o instrumento mais progressista para a promoção dos direitos das mulheres e meninas em todo o mundo, contando com amplo apoio.

A Plataforma orienta políticas, programas e investimentos que impactam áreas críticas de nossas vidas, como educação, saúde, paz, mídia, participação política, empoderamento econômico e eliminação da violência contra mulheres e meninas. É urgente abordar publicamente essas questões, junto com prioridades emergentes relacionadas à justiça climática e ao poder das tecnologias digitais, tendo em vista que faltam apenas cinco anos para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim também chega em meio à crescente insegurança e a crises acumuladas, o que está diminuindo a confiança na democracia e encolhendo o espaço cívico. Só no ano passado, 612 milhões de mulheres e meninas viveram em meio à brutal realidade dos conflitos armados, que aumentaram flagrantes 50% em apenas uma década.

A data é um momento para repensar a construção de uma sociedade sem desigualdade de gênero, para lembrar que nada se conquista sem coragem, vigília e muita luta. E também, para mostrar que as mulheres ainda não conquistaram o básico: o direito à vida.