Publicado em 23/05/2025 18:42

Começou nesta sexta-feira (23), em formato híbrido, no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e com transmissão ao vivo pelo canal da Federa-RJ no Youtube, a 5ª Conferência Estadual das Bancárias e Bancários.
Após as saudações dos presidentes dos sindicatos e dos representantes das centrais sindicais, integrantes da primeira mesa de debate fizeram uma análise sobre conjuntura econômica. A mesa foi composta
por Adriana Nalesso (presidenta da Federa-RJ); Juvandia Moreira (presidenta da Contraf); Paulo Jager, do Dieese; e Reimont, Deputado Federal (PT).
Adriana iniciou sua fala listando prioridades de luta da categoria e citou a importância da defesa da democracia; da regulamentação das redes sociais; da regulamentação do sistema financeiro; da defesa do trabalho formal; da defesa do meio ambiente; e ainda, da defesa do território do estado do Rio de Janeiro que vive há décadas uma situação de extrema insegurança.
Paulo Jager ressaltou que o Brasil vive um momento de bons resultados na economia e que a alta do PIB interfere diretamente no mercado de trabalho, reduzindo a informalidade, com um aumento dos empregos com carteira assinada; aumento da renda média do trabalhador de quase 5% no ano de 2024, o que faz diferença na vida da população; políticas de incentivo às indústrias; e aumento da massa salarial, entre outras medidas. “Essas coisas não caem do céu. A conjuntura internacional não estava das melhores e eu atribuo grande parte dessa melhora a um conjunto de medidas adotadas por este governo federal”. Paulo alerta, porém, que a atividade econômica deve desacelerar ao longo deste ano de 2025por causa das altas taxas de juros.
O deputado federal Reimont (PT) falou sobre a importância de lutar sem medo. “Não podemos esquecer de onde viemos, não podemos esquecer o sangue derramado para que a classe trabalhadora pudesse vingar. É um momento de ter coragem. Não é à toa que o slogan do governo é união e reconstrução, porque pegamos esse país devastado”. Sobre a categoria bancária, Reimont pontuou ainda que a luta não é isolada e que, se não fosse o movimento sindical, bancários estariam hoje com uma escala 6×1, já que sempre foi uma tentativa dos banqueiros que a categoria trabalhasse aos sábados.
Juvandia Moreira pontuou a importância das conferências estaduais para compreender as prioridades de luta da categoria, sinalizando que é importante debater também sobre conjuntura internacional. “Não estamos sozinhos no mundo. O bancário precisa entender que o que acontece no governo Trump, por exemplo, também o afeta”, salientou. “Vivemos mudanças contínuas no mundo que afetam o ambiente de trabalho e a nossa vida de forma geral”, completou.
Sobre inteligência artificial, a presidenta da Contraf-CUT disse que o acesso aos dados é hoje a maior riqueza de um país. “Este tema vai entrar no debate porque precisamos discutir o fechamento de agências e o impacto disso no emprego bancário”.
Juvandia lembrou ainda que 2026 é ano de eleição e que é fundamental eleger políticos que defendam as pautas dos trabalhadores para o Congresso Nacional. “Aumento dos empregos, reajuste salarial, jornada de trabalho, políticas de acesso e inclusão, precisamos lutar por isso”.
A presidenta da Contraf-CUT citou ainda a necessidade de lutar pela regulamentação do ramo financeiro e o combate à taxa de juros. “A categoria bancária tem essa característica, de debater o Brasil”, finalizou.
A conferência continua neste sábado (24), em formato presencial.



