Publicado em 24/05/2025 15:22

A 5ª Conferência Estadual das Bancárias e Bancários debateu, na parte da tarde, o tema “Papel da Comunicação nas Redes Sociais e Sindical”. Fizeram parte da mesa, Rosângela Fernandes, jornalista da Criar Brasil; William de Lucca, jornalista e apresentador do ICL Notícias; Erika Marcelino, diretora da Federa-RJ; Sávio Barcelos, presidente do sindicato de Petrópolis; Paula Rodrigues, diretora da Federa-RJ e Miguel Pereira, diretor do Sul Fluminense.
Rosângela Fernandes abriu o debate trazendo uma reflexão sobre a linguagem estrategicamente elaborada de líderes da extrema direita, mas que parecem ser naturais, espontâneas e questionou: “Ao compartilharmos conteúdos dessas figuras, mesmo que com críticas, o quanto colaboramos para a construção desse mito?”
A jornalista destacou a potência das big techs e seu elo com a extrema-direita, ressaltando que é necessário que a categoria mude seu comportamento digital e se organize, criando estratégias de combate. “Se não tivermos coragem de reagir, a batalha está perdida”, completou Rosângela ao pontuar que a extrema-direita no Brasil vem se organizando para ser maioria no senado em 2026.
William de Lucca abriu sua fala alertando que, enquanto o movimento sindical está debatendo a inserção no mundo digital, a extrema-direita já está dominando o tema da automação e da inteligência artificial. “Isso nos deixa mil passos atrás da extrema-direita”, pontuou.
O jornalista ressaltou também que a população brasileira de maneira geral é conservadora e liberal, inclusive no movimento bancário. “É um desafio se comunicar com essas pessoas que pensam diferente da gente. A gente precisa saber como a gente entra nesses debates”, disse. William comentou ainda sobre a importância dos sindicatos investirem na sua comunicação. “Comunicação não é gasto, é investimento. Sem comunicação, os sindicatos vão morrer”, alertou.
No final, William destacou que é fundamental retomar o diálogo. “A gente não faz mais debate público, a gente não faz mais debate com as pessoas. Acho que os sindicatos têm um papel fundamental em recriar o debate com a sociedade e isso implica em darmos um passo atrás para tentarmos ouvir as pessoas”.
William reforçou a fala da Rosângela sobre as eleições de 2026. “A eleição presidencial é acessória. O que a extrema-direita quer é dominar o senado, façam as contas. O mundo como a gente conhece, pode acabar pra gente em 2027. E é importante estar nas redes sociais porque é lá que esses debates acontecem”, finalizou.


