SuperCaixa, problemas no VPN e Saúde Caixa foram pauta em reunião com a Caixa

Publicado em 07/07/2025 08:28

O novo programa SuperCaixa, que acabou de ser anunciado pelo banco aos empregados, está dando o que falar nas unidades da Caixa em todo o país. E a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) já questionou o banco sobre esse novo programa que deve fundir o TDV e o Bônus Caixa, durante a reunião realizada nesta quinta-feira (3).

“As empregadas e os empregados, tanto gestores, quanto subordinados, não podem ser prejudicados pelas mudanças que a Caixa está colocando em prática”, disse o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro. “O novo regulamento apresenta impactos significativos sobre a remuneração e na quantidade de beneficiários. É um assunto urgente. Precisamos saber se a Caixa valoriza os esforços de seus empregados, ou se a contenção de despesas está em primeiro lugar”, completou.

O banco vai agendar uma reunião, o mais breve possível, para tratar do assunto, mas adiantou que a intensão é incluir o pessoal técnico das unidades na distribuição dos resultados. Ou seja, aumentar o público.

Acesso remoto / home office

A representação sindical dos trabalhadores também pediu informações sobre os problemas para o acesso VDI/VPN, que impede o trabalho remoto. “O banco não tem estrutura para que todos trabalhem nas unidades físicas. Quem não conseguir trabalhar tem que ter o dia abonado”, ressaltou a diretora da Contraf-CUT, Eliana Brasil.

Os representantes dos trabalhadores também pediram mais informações sobre a mudança da política de trabalho remoto da empresa.

“Houve anúncio pela empresa sobre a mudança de política de trabalho remoto, Aliás, talvez devido ao problema do VPN, foi cancelada uma live que seria realizada agora à tarde para tratar do assunto. Mas, as informações são de que haverá o retorno ao presencial, com exceção de alguns casos que serão analisados. Precisamos que a Caixa deixe claro, quais são estes casos; quais critérios serão utilizados e qual a graduação para esse retorno”, disse a representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Luiza Hansen.

Luiza também lembrou que existem problemas de estrutura física do prédio. “Além de não comportar todos os empregados que estão em home, alguns prédios têm problemas com o elevador e não têm o número mínimo de pessoas que tenham feito os exercícios de evacuação em casos de emergência”, completou.

Saúde Caixa

As negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), específico do Saúde Caixa começarão ainda neste mês. Após insistentes cobranças da representação dos empregados, ficou acertado que a primeira reunião acontecerá na terceira semana de julho. A data somente não foi definida devido a acertos necessários na agenda.

Vacina da gripe

A CEE lembrou que a vacinação contra a gripe é uma das exigências da Caixa para o recebimento do delta (Promoção por Mérito) e que, no entanto, o banco não ofereceu a vacina neste ano.

Como já estamos em julho e, normalmente a vacinação contra a gripe ocorre em abril (no máximo em maio), muitos empregados e empregadas já tomaram a vacina por sua conta, seja pelo SUS, seja em clínicas particulares. A CEE cobrou que o banco aceite o comprovante de vacinação destes casos como cumprimento da exigência.

O banco está analisando o caso, mas que a vacina do SUS deve ser aceita.

Mais promoção por mérito

A representação dos empregados alertou para a dificuldade para o pessoal da rede de agências realizar os cursos oferecidos pelo banco que são exigidos para o recebimento do delta. A dificuldade se dá por causa da alta demanda por atendimento na rede.

Também houve a cobrança para que a Caixa crie uma forma que permita aos empregados verificar quais exigências já foram cumpridas e quais faltam cumprir para o recebimento do 1º e do segundo delta.

PCD/TEA

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, representante da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CN), trouxe à mesa para discussão casos em que a Caixa negou o direito de redução da jornada para uma empregada com filho PCD, mesmo depois de terem sido apresentados laudos médicos que comprovam a deficiência.

“Teve casos em que a Caixa usou nosso acordo para derrubar liminares que obrigavam a Caixa a Antônio Abdan, outro representante da Fetec-CN, questionou qual a competência e função da junta e, com base na resposta, observou: “Se não é uma junta médica, se é apenas para conversar com empregado, não faz análise técnica, se não pode contestar o laudo médico, como pode negar o direito mesmo havendo laudo técnico?”

Antônio Abdan, outro representante da Fetec-CN, questionou qual a competência e função da junta e, com base na resposta, observou: “Se não é uma junta médica, se é apenas para conversar com empregado, não faz análise técnica, se não pode contestar o laudo médico, como pode negar o direito mesmo havendo laudo técnico?”

Emissão da CAT

A CEE disse que observou que ainda existem casos em que a Caixa está se negando a emitir o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), até quando há ocorrência de assaltos.

GT Bancários do futuro

A reunião também tirou uma data indicativa de 15 de julho, para a realização da primeira reunião do Grupo de Trabalho Bancários do Futuro. A reunião deve ser presencial, a princípio, em Brasília.

Nova reunião de negociação

Além das reuniões dos GTs e a mesa específica para negociação sobre o Saúde Caixa, a representação dos trabalhadores cobrou uma nova reunião de negociação sobre os temas que ficaram pendentes, inclusive a questão da sobrecarga e o alto índice de adoecimento das empregadas e empregados e outros problemas que colegas afastados para tratamento de saúde vêm enfrentando.

A Caixa vai consultar a agenda dos departamentos que devem responder as demandas e informará a data para a Contraf-CUT.