Multidões vão às ruas das cidades: não a PEC da Blindagem e PL da Anistia

Publicado em 22/09/2025 09:16

Multidões tomaram as ruas das principais capitais do país neste domingo (21) para protestar contra a chamada PEC da Blindagem e o projeto que anistia condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. De norte a sul, manifestações reuniram milhares de pessoas em cidades como Manaus, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Campo Grande, São Paulo e Rio de Janeiro. Os atos foram marcados por apresentações artísticas, discursos políticos e o mesmo recado: não à anistia e não à blindagem de parlamentares.

A Avenida Paulista, em São Paulo, viveu um dia histórico. Em frente ao MASP e por vários quarteirões à esquerda – e também à direita – do  museu, uma multidão tomou as duas faixas da via para rejeitar a chamada PEC da Impunidade, também conhecida como PEC da Blindagem ou “PEC da Bandidagem”, e o projeto de anistia a golpistas.

Convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, das quais a CUT faz parte, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo Grito dos Excluídos e das Excluídas, o ato mobilizou representantes de centrais sindicais, parlamentares, movimentos populares e artistas como Nando Reis, Leoni, Otto, Salgadinho e Dexter. Famílias, grupos de amigos, jovens e idosos deram o tom de diversidade.

Já no Rio de Janeiro manifestantes ocuparam a Orla de Copacabana com a presença de artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Djavan e Gilberto Gil. No trio na orla da Praia de Copacabana, Chico e Gil cantaram juntos a música “Cálice”, lançada em 1978 e que se tornou um hino da oposição à então vigente ditadura militar.

Os atos deste domingo também tiveram destaques para pautas de interesse da classe trabalhadora como o projeto de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para Pessoas Físicas (IRPF) e o fim da escala 6×1.

Em Campos o ato ocorreu em frente à Câmara Municipal e contou com a presença de partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos e representantes da sociedade civil.

Analistas políticos avaliam que o momento marca a retomada das ruas pela esquerda e a sua capacidade de mobilizar a população, resgatando a bandeira do Brasil e o discurso de combate à corrupção.